Gratificações de até 50% para servidores são suspensas pela Justiça em Aparecida do Rio Negro; entenda

Gratificações de até 50% para servidores são suspensas pela Justiça em Aparecida do Rio Negro; entenda
Foto: Divulgação

 

A Justiça determinou a suspensão do pagamento de gratificações concedidas a servidores da Prefeitura de Aparecida do Rio Negro.

A decisão foi tomada após uma Ação Civil Pública (ACP) apresentada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) e também impede o município de conceder novos benefícios sem uma lei específica que estabeleça critérios para os pagamentos.

A Prefeitura terá 30 dias úteis, a partir da intimação, para comprovar que suspendeu os pagamentos.

A decisão também determina que os valores das gratificações suspensas sejam depositados mensalmente em juízo até que o processo tenha uma decisão definitiva.

Gratificações chegavam a 50%

A investigação começou depois que uma denúncia anônima foi encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público.

Segundo o promotor de Justiça João Edson de Sousa, leis municipais permitiram que o chefe do Executivo concedesse gratificações de até 50% do subsídio dos servidores por meio de ato próprio.

A partir dessa autorização, portarias da Prefeitura passaram a estabelecer gratificações para servidores de diferentes cargos.

Para o Ministério Público, o problema está justamente na forma como esses pagamentos foram criados e definidos.

O promotor argumenta que a Constituição Federal determina que a remuneração dos servidores públicos seja fixada ou alterada por lei específica, sem que a definição de beneficiários, valores e percentuais seja transferida ao chefe do Executivo por meio de portarias.

MP aponta falta de critérios

Na ação, o MPTO também questiona a ausência de critérios gerais e objetivos para a concessão das gratificações.

Segundo o órgão, a forma como os benefícios foram concedidos pode ter violado os princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa.

A decisão é provisória e foi concedida em caráter de urgência. O processo ainda terá continuidade na Justiça.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
Compartilhe:
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Mais Notícias