CRMV-TO alerta para sinais de raiva e cuidados após caso confirmado em cadela não vacinada em Palmas

CRMV-TO alerta sobre a raiva após caso confirmado em cadela não vacinada em Palmas
Foto: Divulgação

 

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Tocantins (CRMV-TO) reforçou os cuidados contra a raiva após a confirmação de um caso em Palmas.

O alerta foi divulgado nessa segunda-feira, 24, e reúne orientações para profissionais da área e para a população.

O caso confirmado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus) na última quinta-feira, 20, foi registrado em uma cadela de oito meses que não havia sido vacinada contra a doença.

O animal apresentou sinais clínicos ainda em maio, morreu e teve material encaminhado para análise. O exame confirmou a presença do vírus.

Atenção aos sintomas

Segundo o CRMV-TO, mudanças repentinas no comportamento dos animais devem ser observadas com atenção. Agressividade fora do habitual, apatia, dificuldade para engolir, salivação excessiva, alterações na caminhada, falta de coordenação e paralisia estão entre os sinais que podem aparecer.

A doença nem sempre provoca agressividade. O conselho destaca que animais infectados podem apresentar principalmente alterações neurológicas e quadros de paralisia, especialmente diante da circulação de variantes associadas a morcegos no Tocantins.

Por isso, a orientação aos veterinários é considerar a possibilidade de raiva quando um animal apresentar alterações neurológicas ou comportamentais sem uma causa definida.

Durante o atendimento, também devem ser investigados o histórico de vacinação, o acesso à rua e possíveis contatos com morcegos, animais silvestres ou animais de origem desconhecida.

Evite contato

Em uma situação suspeita, a recomendação é reduzir ao máximo a manipulação do animal e evitar procedimentos que não sejam necessários. O contato com pessoas e outros animais também deve ser restringido.

Profissionais que precisarem atender o animal devem utilizar equipamentos de proteção individual, principalmente luvas, além de adotar medidas para impedir mordidas, arranhões e contato com saliva ou secreções.

O CRMV-TO reforça que a suspeita deve ser comunicada imediatamente aos serviços oficiais. Para cães, gatos e mamíferos silvestres, a notificação deve ser feita à Secretaria Municipal de Saúde.

Em casos envolvendo herbívoros domésticos e suínos, a comunicação deve ser encaminhada à Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec).

Morcego não deve ser tocado

O conselho também chama atenção para situações envolvendo morcegos encontrados mortos, caídos ou em locais e condições incomuns.

A orientação é não tocar, não tentar retirar o animal e não descartá-lo. O acesso de pessoas e animais ao local deve ser impedido até que o serviço oficial de saúde seja acionado e indique o procedimento adequado.

Animais que tenham tido contato com morcegos também devem ser comunicados imediatamente às autoridades de saúde.

Vacinação protege

A raiva é uma zoonose que pode atingir diferentes espécies de mamíferos e também ser transmitida aos seres humanos.

A infecção ocorre principalmente pelo contato com a saliva de um animal infectado, como em mordidas ou arranhaduras.

A vacinação dos animais é uma das principais formas de prevenção. O CRMV-TO orienta que cães e gatos estejam com a imunização antirrábica em dia, principalmente aqueles que têm acesso à rua ou possibilidade de contato com morcegos e outros animais silvestres.

Em Palmas, a Semus informou que mantém ações de bloqueio, vacinação e monitoramento na área relacionada ao caso.

A prefeitura também programou para 29 de agosto o Dia D de Vacinação Antirrábica Animal em diferentes pontos da capital.

Em caso de exposição

Quem for mordido ou arranhado por um animal suspeito deve lavar imediatamente o local com água e sabão e procurar uma unidade de saúde.

A mesma orientação vale quando houver contato da saliva do animal com mucosas ou alguma área lesionada da pele.

A avaliação médica é necessária para definir se haverá indicação de vacinação ou de outras medidas de prevenção.

A confirmação do caso em Palmas fez os órgãos de vigilância reforçarem as ações de prevenção. Para o CRMV-TO, a manutenção da vacinação, a identificação de sinais suspeitos e a comunicação rápida aos serviços oficiais são medidas fundamentais para evitar novos casos.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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