O deputado federal e candidato ao governo do Tocantins, Vicentinho Júnior (PSDB), contestou nesta segunda-feira, 17, a nova associação de seu nome à Operação Overclean.
Por meio de sua assessoria, o parlamentar afirmou que não houve novo indiciamento ou medida judicial contra ele e citou uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) tomada em 2025.
A manifestação veio após a Polícia Federal indiciar 25 empresários e agentes públicos no âmbito da investigação. Vicentinho não está entre os nomes indiciados nessa etapa.
A reportagem do UOL que divulgou os indiciamentos também mencionou o deputado tocantinense entre os parlamentares investigados no caso, mas informou que não houve indiciamento contra os quatro deputados citados.
Defesa cita decisão do STF
A assessoria de Vicentinho destacou uma decisão do ministro Nunes Marques, de outubro de 2025, usada pela defesa para sustentar que não existem novos elementos contra o deputado.
Segundo a nota, o ministro entendeu naquela ocasião que os elementos reunidos até então não demonstravam conexão entre Vicentinho e os fatos investigados.
A defesa também afirma que pedidos de busca e apreensão e de busca pessoal contra o parlamentar foram rejeitados.
A assessoria sustenta ainda que as informações retomadas agora já haviam sido analisadas pela Procuradoria-Geral da República e pelo STF em 2025.
A decisão citada pela defesa se refere às medidas cautelares solicitadas naquela fase da investigação.
Ela não equivale a uma decisão de arquivamento de toda a investigação envolvendo o parlamentar. O próprio UOL informa que Vicentinho está entre os deputados que aparecem na apuração que tramita no STF, embora não tenha sido formalmente indiciado nesta etapa.
Vicentinho diz que vai responder
O deputado afirmou considerar o episódio esclarecido e disse que pretende tratar do assunto durante os debates da campanha eleitoral.
“Por ser público, as coisas precisam ser checadas, averiguadas. Minha vida é um livro aberto”, declarou.
Vicentinho disputa o governo do Tocantins nas eleições de 2026 e tem o deputado estadual Amélio Cayres (MDB) como candidato a vice.
O que investiga a Overclean
A Operação Overclean apura suspeitas relacionadas a contratos financiados com recursos públicos, incluindo possíveis fraudes em licitações, corrupção, desvio de dinheiro e lavagem de recursos.
Na etapa divulgada nesta segunda-feira, a Polícia Federal indiciou 25 pessoas. Entre elas estão José Marcos Moura, conhecido como “rei do lixo”, e os empresários Fábio e Alex Parente.
Segundo o UOL, a investigação envolve contratos relacionados a obras de pavimentação e limpeza urbana financiadas com recursos federais e movimentações estimadas em aproximadamente R$ 1,4 bilhão.
O caso ainda será analisado pela Procuradoria-Geral da República, que poderá decidir pelo oferecimento de denúncia, pela realização de novas diligências ou pelo arquivamento, conforme os elementos reunidos na investigação.
Nota na íntegra
Diante da nova circulação de informações que tentam associar o deputado federal Vicentinho à Operação Overclean, esclarecemos que não há fato novo envolvendo o parlamentar.
Vicentinho não está entre as 25 pessoas indiciadas pela Polícia Federal na etapa da investigação divulgada agora. A própria reportagem que voltou a citar seu nome informa que, em relação aos parlamentares mencionados, não houve indiciamento.
Os fatos citados já haviam sido submetidos à análise da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal. Em decisão de 9 de outubro de 2025, o ministro Nunes Marques registrou que os elementos colhidos “não apontam conexão” com Vicentinho.
Na mesma decisão, o STF negou o pedido de busca e apreensão e busca pessoal contra Vicentinho. Portanto, trata-se da retomada de informações de uma investigação já conhecida e analisada judicialmente ainda em 2025, sem novo indiciamento ou nova decisão contra Vicentinho.





