Justiça do TO condena homem que descumpriu medida protetiva, ameaçou de morte e roubou moto da ex-companheira

Justiça do TO condena homem que descumpriu medida protetiva, ameaçou de morte e roubou moto da ex-companheira
Foto: Divulgação

 

Um homem foi condenado pela Justiça após descumprir medidas protetivas concedidas à ex-companheira e cometer uma série de crimes em Araguaína, no norte do Tocantins.

A decisão reconheceu dois episódios de descumprimento das determinações judiciais, além dos crimes de ameaça, violação de domicílio, roubo, resistência e desobediência.

O processo foi acompanhado pela 11ª Promotoria de Justiça de Araguaína, que demonstrou que o acusado tinha conhecimento das medidas impostas pela Justiça.

Mesmo proibido de se aproximar da vítima, manter qualquer tipo de contato e frequentar os locais onde ela costumava estar, ele ignorou as restrições.

Ameaças e invasão

Segundo o Ministério Público, o homem foi até a residência onde a ex-companheira estava, fez ameaças de morte e voltou ao local no dia seguinte.

Na segunda ocasião, entrou no imóvel sem autorização e levou a motocicleta da vítima mediante violência. Depois, ainda resistiu à abordagem feita pelos policiais.

A sentença concluiu que o acusado desrespeitou as medidas protetivas em duas ocasiões distintas, o que configurou o crime previsto na Lei Maria da Penha.

Medidas protetivas

Durante o processo, também ficou comprovado que o homem ameaçou matar a ex-companheira caso a encontrasse com outra pessoa.

Além das ameaças, a Justiça reconheceu a invasão da residência, o roubo da motocicleta e a resistência durante a prisão.

Para o promotor de Justiça Matheus Eurico Borges Carneiro, o caso reforça a importância do cumprimento das medidas protetivas para impedir que a violência se agrave.

“As medidas protetivas existem para proteger a mulher e interromper o ciclo da violência. Quando o agressor desrespeita essas determinações, ele não afronta apenas a vítima, mas também uma ordem judicial destinada a preservar sua integridade física e psicológica. A responsabilização nesses casos é fundamental para prevenir novos episódios de violência”.

Vítima mudou de casa

A decisão também levou em consideração as consequências sofridas pela vítima após os episódios de violência.

Conforme os autos do processo, ela desenvolveu crises de ansiedade, precisou de acompanhamento psicológico e decidiu mudar de residência por medo do agressor. A sentença ainda registra que ela passou a viver em constante insegurança.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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