A Polícia Civil do Tocantins, por meio da Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) de Palmas, deflagrou nesta quarta-feira, 1º, a Operação Last Call.
A ação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa paulista especializada no “golpe da falsa central bancária”.
A ofensiva policial foi realizada em quatro cidades de São Paulo (capital, Guarulhos, Jundiaí e Itu) e faz parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça.
As investigações começaram no fim de 2024, após uma moradora de Palmas sofrer um prejuízo de aproximadamente R$ 300 mil.
Na ocasião, criminosos telefonaram simulando o atendimento de um banco, alegaram falsas movimentações suspeitas na conta da vítima e a induziram a realizar procedimentos de segurança que, na verdade, transferiram o dinheiro para o grupo.
A polícia identificou nove integrantes da quadrilha, todos residentes em São Paulo, que respondem por organização criminosa, furto por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.

Prisão, apreensões e bloqueio de contas
A 1ª Vara Regional das Garantias de Palmas expediu 15 mandados judiciais, sendo um de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão.
Durante a ação em solo paulista, um homem de 43 anos, identificado pelas iniciais J.M.F.M., foi preso preventivamente. Os agentes apreenderam celulares, notebooks, máquinas de cartão, chips telefônicos e cartões em nome de terceiros.
A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de valores em contas bancárias e carteiras de criptomoedas dos investigados.
O delegado-chefe da DRCC de Palmas, Lucas Brito Santana, destacou que a operação focou em minar a capacidade financeira do grupo. O nome “Last Call” (Última Chamada) faz alusão ao uso do telefone para aplicar os golpes e simboliza o fim das atividades da quadrilha.
A operação mobilizou cerca de 60 policiais civis do Tocantins e de São Paulo. O suspeito preso foi encaminhado ao sistema prisional paulista e aguarda autorização judicial para ser transferido para o Tocantins.






