A Polícia Civil do Tocantins está à procura de Cláudia Fernanda Cândido da Silva, considerada foragida após a deflagração de uma nova fase da Operação Falsa Emergência na manhã desta quarta-feira, 10.
Contra ela, pesa um mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas, sob a acusação de ser uma das principais operadoras de um esquema de corrupção na saúde da capital.
Enquanto os gestores Dhieine Caminski (secretária de Saúde) e Andreis Vicente da Costa (superintendente de Atenção à Saúde) foram detidos, Cláudia Fernanda não foi localizada pelos agentes da Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (DECOR) durante o cumprimento das ordens judiciais.
O papel no esquema das UPAs
As investigações apontam Cláudia Fernanda como a peça-chave e principal articuladora dos interesses da organização social que assumiu a gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul de Palmas.
De acordo com a DECOR, ela atuava diretamente nos bastidores para viabilizar e manter o contrato milionário firmado com o município.
A operação policial busca desarticular crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade documental e crimes contra a administração pública, todos ligados ao termo de colaboração para a gerência das unidades de saúde.
Alinhamento de versões e sumiço de provas
A ordem para prender Cláudia Fernanda e os demais envolvidos foi emitida após a polícia descobrir que, mesmo após a primeira fase da operação em maio, o grupo continuava agindo ilegalmente.
A DECOR identificou que os investigados estavam trabalhando ativamente para atrapalhar o avanço do caso.
Entre as condutas apuradas estão a ocultação e destruição de documentos comprobatórios, a interferência na produção de provas e o alinhamento de depoimentos para tentar blindar os suspeitos.
Disque-denúncia com garantia de sigilo
Com a decretação da condição de foragida, as forças de segurança pública do Estado pedem o apoio da população para localizar Cláudia Fernanda Cândido da Silva.
Qualquer pista ou informação que possa ajudar a polícia a encontrar a investigada pode ser repassada de forma totalmente anônima através dos canais oficiais da Polícia Civil:
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Telefone: (63) 3901-7202
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Telefone alternativo: (63) 3901-7203
A corporação reforça que a identidade de quem denunciar é mantida em absoluto sigilo.






