A secretária de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, foi presa pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira, 10.
A ofensiva policial apura um suposto esquema de corrupção e irregularidades no processo de terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul da capital.
Além da titular da pasta, também foi preso o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa.
Os agentes tentam localizar e cumprir um mandado de prisão contra uma empresária apontada como lobista no negócio, que teria atuado diretamente para viabilizar o contrato com a iniciativa privada. Ela é considerada foragida pela polícia.
Contrato milionário e disputa nos tribunais
A polêmica em torno da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) começou em março de 2026, quando a Prefeitura de Palmas anunciou a transferência da gestão das UPAs para a iniciativa privada.
O contrato, firmado com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, foi fechado pelo valor global de R$ 139 milhões.
O modelo de gestão privada gerou forte reação e virou alvo de uma batalha jurídica. A terceirização chegou a ser suspensa por uma decisão da Justiça do Tocantins, mas o município conseguiu retomar o contrato após uma liminar favorável no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que liberou a atuação da entidade paulista na capital.
Segunda operação em menos de um mês
Esta é a segunda investida policial que atinge a cúpula da Saúde de Palmas em curto espaço de tempo.
No final de maio, a Polícia Civil já havia deflagrado a Operação Falsa Emergência, ocasião em que os agentes cumpriram dez mandados de busca e apreensão contra servidores da pasta para recolher documentos, computadores e mídias digitais.
O JusTocantins solicitou posicionamento oficial à Prefeitura de Palmas e à Secretaria de Segurança Pública (SSP) para obter mais detalhes sobre as investigações e a defesa dos citados, mas não houve resposta até a publicação desta matéria.





