Centro de distribuição que abastecia clientes de alta renda com drogas por delivery em Palmas é fechado pela PC-TO

Centro de distribuição que abastecia clientes de alta renda com drogas por delivery em Palmas é fechado pela PC-TO
Foto: Divulgação PCTO

 

Em mais um desdobramento da Operação Narke, a Polícia Civil do Tocantins localizou e fechou, na tarde dessa segunda-feira, 8, um ponto que funcionava como centro de armazenamento e distribuição de entorpecentes na zona sul de Palmas.

A ação foi executada por agentes da 1ª Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos (1ª Denarc – Palmas), resultando na apreensão de uma grande quantidade de drogas ilícitas de valor elevado, destinadas ao mercado consumidor local.

Sob a coordenação do delegado Alexander Pereira da Costa, a ofensiva policial deu cumprimento a dois mandados de busca e apreensão.

Os alvos eram imóveis que já estavam sob vigilância dos investigadores devido a indícios de ligação com a venda de substâncias proibidas.

Primeiras apreensões na região sul

A incursão inicial ocorreu em uma residência situada na Quadra 706 Sul. No endereço, os policiais civis apreenderam haxixe, cigarros de maconha, porções de substâncias entorpecentes, balança digital e insumos tipicamente empregados no comércio de drogas. Um homem de 36 anos, identificado pelas iniciais C.A.C.G., foi detido no imóvel.

Sofisticação no armazenamento

Na sequência, a equipe da 1ª Denarc deslocou-se para o segundo endereço monitorado, na Quadra 1106 Sul. No local, foi descoberta uma logística estruturada especificamente para guardar, fracionar e despachar os produtos ilícitos.

Os policiais recolheram dezenas de porções de skunk (tipo de maconha com alta potência psicoativa), haxixe, dispositivos eletrônicos para fumar (vapes e e-cigarettes) abastecidos com derivados de cannabis, além de maquinário de selagem a vácuo e embalagens diversas.

O ambiente contava com eletrodomésticos como geladeira e freezer para conservar os entorpecentes.

“O suspeito mantinha uma estrutura sofisticada neste imóvel da Quadra 1106, com o objetivo de assegurar a qualidade da droga que revendia a consumidores de alto poder aquisitivo na capital”, destacou o delegado Alexander.

Logística de entrega e público-alvo

Conforme as apurações da delegacia especializada, o homem operava um esquema de entregas em domicílio (delivery).

O foco do negócio ilegal eram produtos diferenciados e caros, voltados a um estrato social de maior poder financeiro.

“Trata-se de uma modalidade de tráfico de drogas, voltada a usuários de alta renda, que pagavam quantias expressivas para adquirir o skunk, vaper e cigarros eletrônicos de maconha”, frisou o delegado.

O suspeito foi levado para a delegacia e autuado em flagrante por tráfico de drogas. Depois de finalizados os trâmites policiais, ele foi transferido para a Unidade Penal Regional de Palmas, ficando sob custódia da Justiça.

Prejuízo ao crime organizado

Para a autoridade policial, a interrupção das atividades desse centro de distribuição e o confisco do material significam um impacto financeiro severo para a criminalidade na região.

“Com a ação de hoje, a Polícia Civil infringiu um grande prejuízo ao crime organizado, uma vez que as substâncias apreendidas estão avaliadas em dezenas de milhares de reais, mas agora, não serão mais comercializadas causando um grande prejuízo ao tráfico”, frisou.

A Operação Narke é uma mobilização de âmbito nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), desenhada para sufocar os recursos financeiros de facções e combater o tráfico de substâncias ilícitas em todo o país.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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