Mulher que matou jovem a facadas por ciúmes e dívidas em bar de Gurupi é condenada a 14 anos de prisão

Mulher que matou jovem a facadas por ciúmes e dívidas em bar de Gurupi é condenada a 14 anos de prisão
Foto: Arquivo pessoal/montagem-JusTocantins

 

O Tribunal do Júri da Comarca de Gurupi condenou Letticya de Souza da Silva pelo assassinato de Raquel Ramos dos Santos Sousa.

O homicídio qualificado aconteceu na noite de 21 de dezembro de 2025, no interior de um estabelecimento comercial situado no Setor Vila Independência. De acordo com a denúncia, a vítima foi atingida por seis golpes de faca.

Na sessão de julgamento, realizada na última segunda-feira, 1º, os integrantes do Conselho de Sentença recusaram as teses apresentadas pela defesa, que pedia a absolvição por clemência ou a diminuição da pena sob o argumento de que a ré teria cometido o ato impulsionada por forte emoção decorrente de provocação da vítima.

Qualificadoras aceitas e motivação do crime

Os jurados acolheram integralmente as três qualificadoras apontadas pelo Ministério Público, que elevaram a gravidade da conduta

  • Motivo fútil: O desentendimento foi motivado por discussões banais envolvendo ciúmes e cobranças de dívidas de consumo.

  • Meio cruel: A quantidade de golpes de arma branca infligiu sofrimento prolongado à vítima.

  • Recurso que dificultou a defesa: O ataque ocorreu de forma repentina, sendo parte das facadas desferida pelas costas da jovem.

Sentença e prisão imediata

O juiz presidente do júri, Jossanner Nery Nogueira Luna, estipulou a sanção em 14 anos de reclusão.

O magistrado também fixou o valor de R$ 50 mil a título de indenização por danos morais em favor dos parentes de Raquel Ramos.

Letticya estava detida sob a condição de prisão preventiva desde 14 de janeiro de 2026 e teve o direito de recorrer em liberdade negado.

O juiz ordenou a execução provisória imediata da pena com base em jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), que prevê o recolhimento imediato ao sistema prisional após a deliberação soberana do júri popular.

A defesa da condenada ainda pode ingressar com recurso de apelação perante o Tribunal de Justiça do Tocantins.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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