A Justiça aplicou uma sanção de 72 anos, 11 meses e 11 dias de reclusão a um homem denunciado pelos crimes de estupro de vulnerável e satisfação de lascívia diante de menores de idade.
A acusação, formalizada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), aponta que as agressões sexuais foram praticadas contra quatro crianças.
Devido ao segredo de Justiça que protege a identidade das vítimas, o nome do sentenciado não foi revelado pelas autoridades.
O regime determinado pela sentença para o início do cumprimento da reprimenda é o fechado. O juízo também acatou o requerimento dos promotores de Justiça e impôs ao homem a obrigação de indenizar financeiramente cada uma das quatro meninas por danos morais.
Abusos em chácara e área urbana
Os levantamentos apontam que a violência sexual acontecia de forma reiterada e se estendeu pelo período de dois anos, entre 2014 e 2016.
Os alvos do criminoso foram quatro meninas que, no período dos episódios, possuíam idades que variavam de 7 a 12 anos.
A dinâmica dos crimes envolvia os seguintes fatores:
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Vínculo com o agressor: Duas das vítimas eram sobrinhas por afinidade do réu, enquanto as outras duas eram vizinhas que conviviam no local por serem amigas das parentes dele.
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Mudança de endereço: Os abusos começaram na zona rural de Araguaína, em uma chácara onde o homem residia e trabalhava acompanhado da companheira. Mais tarde, embora tenha se mudado para o perímetro urbano, o comportamento ilícito continuou devido à manutenção do contato com as menores.
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Falsa hospitalidade: O casal justificava a presença constante das crianças, que chegavam a dormir na residência deles, alegando às famílias que gostavam de ter a companhia delas por não possuírem filhos biológicos.
O Ministério Público frisou que o condenado usava de forma estratégica o livre acesso e a forte relação de confiança construída com os familiares das vítimas para mascarar a conduta criminosa e garantir a impunidade ao longo dos anos.






