Hacker suspeito de lucrar R$ 6 milhões com dados da polícia do TO e de outros cinco estados é preso no Paraguai

Hacker suspeito de lucrar R$ 6 milhões com venda de dados policiais do Tocantins e de outros 5 estados é preso no Paraguai
Foto: Divulgação

 

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 6ª Deic de Paraíso, desarticulou um sofisticado esquema de cibercrime que capturava credenciais de policiais para acessar e vender dados sigilosos da Segurança Pública.

O principal investigado foi preso no Paraguai após tentar fugir de sua residência em Paranavaí (PR). A Justiça determinou o bloqueio de R$ 6 milhões em bens e ativos do suspeito.

As investigações revelam que o hacker utilizava técnicas de phishing (páginas falsas) para enganar agentes de segurança e obter logins e senhas.

Com o acesso, ele criou um “ecossistema” de servidores automatizados que consultava bancos de dados do Tocantins e de outros cinco estados (PI, AM, MA, PR e Detrans), revendendo as informações em plataformas clandestinas.

Tecnologia e sofisticação

ara evitar ser rastreado, o cibercriminoso utilizava infraestrutura de alto nível.

  • VPN e Anonimização: Simulava acessos vindos da Europa, Ásia e Oriente Médio para mascarar sua localização real.

  • Automação: Desenvolveu robôs para realizar consultas em massa de forma ininterrupta.

  • Lavagem de Dinheiro: Mantinha uma empresa de fachada de “análise de crédito” para legalizar o lucro ilícito.

Lucro milionário e vida de luxo

O impacto financeiro do esquema impressiona os investigadores. Somente entre março e abril de 2026, estima-se que ele faturou R$ 90 mil.

No acumulado desde 2024, a projeção de lucro chega a R$ 6 milhões, recursos que sustentavam um padrão de vida elevado, com imóveis em condomínios de luxo e ostentação em redes sociais.

Risco à Segurança Pública

O delegado Antônio Onofre, responsável pelo caso, classificou o alvo como de “extrema periculosidade social”.

De acordo com a Polícia Civil, os dados sigilosos eram comercializados inclusive para facções do crime organizado.

O suspeito agora se encontra recolhido em uma unidade penal em Guaíra (PR), após ser entregue por autoridades paraguaias à Polícia Federal. A operação faz parte da estratégia nacional RENORCRIM, do Ministério da Justiça, e contou com apoio de forças policiais de diversos estados e do país vizinho.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
Compartilhe:
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Mais Notícias