Força-tarefa leva serviços jurídicos e concede medidas protetivas dentro da Ilha do Bananal

Força-tarefa leva serviços jurídicos e concede medidas protetivas dentro da Ilha do Bananal
Foto: Divulgação

 

Com o objetivo de romper as barreiras geográficas e garantir direitos fundamentais, o Ministério Público do Tocantins (MPTO), via 2ª Promotoria de Justiça de Cristalândia, integrou uma força-tarefa na Ilha do Bananal entre os dias 7 e 10 de abril.

A mobilização levou serviços jurídicos e de cidadania diretamente às populações das aldeias Fontoura, Santa Izabel do Morro e Macaúba.

A expedição foi uma realização conjunta que uniu o Tribunal de Justiça (TJTO), Justiça Eleitoral, Defensoria Pública (DPE), Cejusc e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

A promotora de Justiça Isabelle Rocha Valença Figueiredo coordenou os trabalhos pelo MPTO. O foco das atividades incluiu orientações sobre violência doméstica e direitos de família, com atuações diretas em processos de guarda, pensão alimentícia e regulamentação de visitas.

Um dos pontos altos da ação foi a celeridade processual: pedidos de medidas protetivas de urgência feitos durante os atendimentos foram analisados e concedidos de forma imediata, assegurando proteção imediata às vítimas dentro da própria comunidade.

Presença do Estado e cidadania

Ao todo, a equipe registrou 125 atendimentos nas três aldeias visitadas. Para Isabelle Rocha Valença Figueiredo, levar a estrutura pública até o território indígena é um passo essencial para a inclusão social.

“A atuação junto às comunidades indígenas é fundamental, especialmente diante das dificuldades de acesso a direitos básicos e serviços públicos. Quando o Estado se desloca até essas populações, promove cidadania, escuta e proteção de forma concreta.”, pontuou.

Logística e percurso

A jornada para alcançar as comunidades exigiu uma logística complexa, atravessando mais de 1.600 quilômetros que envolveram estradas de terra e travessias pelos rios da região.

As aldeias atendidas estão localizadas nos municípios de Lagoa da Confusão e Pium, em uma área de divisa entre o Tocantins e o Mato Grosso, às margens do Rio Araguaia.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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