Justiça do TO manda exonerar procuradora-geral nomeada de forma irregular onde já havia servidora concursada

Justiça do TO determina exoneração imediata da Procuradora-Geral por irregularidades na nomeação
Foto: Marcelo de Deus - Dicom MPTO

 

A Justiça concedeu uma liminar na modalidade de tutela de evidência determinando a exoneração imediata da Procuradora-Geral de Aguiarnópolis, no Bico do Papagaio.

A decisão atende a uma ação do Ministério Público do Tocantins (MPTO), que considerou inconstitucional a nomeação de uma advogada sem vínculo com a carreira para chefiar o órgão, uma vez que o município já possui uma procuradora concursada em exercício.

O juiz da 1ª Vara Cível de Tocantinópolis estabeleceu o prazo de dois dias úteis para a saída da ocupante do cargo comissionado, sob pena de multa diária de R$ 1 mil.

O Ministério Público apontou que a servidora efetiva, única concursada da carreira no município, estava sofrendo um “esvaziamento funcional”.

Relatos encaminhados pela OAB e pela Associação Nacional de Procuradores Municipais (ANPM) indicaram que as atribuições da concursada estavam sendo limitadas e subordinadas à advogada nomeada politicamente.

Com a decisão, a Justiça garantiu à procuradora efetiva o acesso direto às demandas da prefeitura e a autonomia técnica necessária para o exercício da função.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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