Esquema de jogos ilegais que movimentou R$ 217 milhões leva PC-TO a cumprir buscas contra mãe de influenciadora

Esquema de jogos ilegais que movimentou R$ 217 milhões leva PC-TO a cumprir buscas contra mãe de influenciadora
Foto: Divulgação/PCTO

 

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta terça-feira, 3, mais uma etapa da Operação Fraus, voltada ao combate à lavagem de dinheiro proveniente da exploração de jogos de azar. Nesta fase, o foco das diligências é o rastreio de patrimônio supostamente ocultado pela organização criminosa.

Entre os alvos principais está a mãe da influenciadora “Karol Digital”, suspeita de envolvimento na movimentação financeira do esquema, que já ultrapassa a marca de R$ 217 milhões.

Ao todo, 25 policiais civis da 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC – Palmas) e do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) cumpriram seis mandados de busca e apreensão.

As equipes concentraram os esforços em diferentes localidades do norte tocantinense. Foram vistoriadas propriedades rurais nos municípios de Babaçulândia e Palmeirante, além de quatro endereços residenciais em Araguaína.

Durante a ação, os agentes apreenderam celulares e documentos que devem auxiliar na comprovação de que bens de luxo estariam registrados em nome de terceiros (os chamados “laranjas”) para ocultar a origem ilícita dos recursos.

Segundo o delegado Wanderson Chaves de Queiroz, esta etapa busca asfixiar a estrutura econômica do grupo.”Essa fase é essencial para rastrear o patrimônio do grupo investigado. Ele afirma que a Polícia Civil busca reunir novos elementos capazes de desmantelar completamente a estrutura financeira criada para lavar dinheiro do esquema de jogos de azar”.

Histórico da investigação

A Operação Fraus foi lançada originalmente em agosto de 2025. Naquele período, a influenciadora e seu companheiro foram presos, e a Justiça determinou o bloqueio de uma vasta gama de ativos, incluindo:

  • Veículos de alto padrão e imóveis;

  • Rebanhos de animais em fazendas da região;

  • Criptoativos e dinheiro em espécie.

Em outubro do ano passado, os desdobramentos da investigação revelaram que a influenciadora teria tido acesso a informações sigilosas sobre as apurações, o que permitiu à Polícia Civil identificar novos braços da organização e refinar as buscas por patrimônio dissimulado.

Próximos passos

A Polícia Civil reforça que as investigações prosseguem com o intuito de individualizar a conduta de cada colaborador do esquema. O objetivo central é garantir que os ativos oriundos de práticas criminosas sejam confiscados e que o sistema financeiro formal seja protegido contra a reinserção de recursos ilícitos.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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