A capital do Tocantins enfrenta um cenário desafiador na segurança viária, registrando o segundo pior índice de mortalidade por acidentes de trânsito entre as capitais brasileiras, atrás apenas de Boa Vista (RR). Com uma taxa de 40 óbitos por 100 mil habitantes valor que chega a ser três vezes superior à média nacional, a rede de saúde local lida com uma pressão constante nos serviços de ortopedia.
Nesse contexto, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) tornaram-se o ponto estratégico de acolhimento. Somente em 2025, essas unidades realizaram o atendimento inicial e o encaminhamento de 6.325 pacientes com fraturas e lesões musculares.
Hoje, as UPAs não contam com especialistas em ortopedia no local. O protocolo estabelece que, após a triagem por um clínico-geral, os pacientes são direcionados conforme a gravidade:
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Baixa complexidade: 1.657 casos foram enviados ao Hospital Medical Center (serviço contratado pela rede municipal) para tratamento conservador.
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Média e alta complexidade: 4.668 pacientes que necessitavam de intervenção cirúrgica foram regulados para o Hospital Geral de Palmas (HGP), sob gestão estadual.
Implementação de ortopedia especializada
Para conter a crise e descentralizar o atendimento, o prefeito Eduardo Siqueira Campos anunciou a oferta de médicos ortopedistas nas UPAs Norte e Sul ainda este ano. O projeto prevê que as unidades passem a tratar fraturas fechadas e luxações diretamente, contando com a implementação de salas de gesso para imobilizações imediatas. A medida visa reduzir o tempo de espera e a dependência de hospitais de maior porte para casos de menor gravidade.
Ações preventivas e educação viária
Paralelamente ao reforço na saúde, a gestão municipal atua na prevenção por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade, Planejamento e Desenvolvimento Urbano. A estratégia combina fiscalização rigorosa com educação.
Blitze semanais, intensificadas em períodos de festas, buscam coibir crimes de trânsito, especialmente a condução sob efeito de álcool.
Na frente educativa, a Gerência de Educação para o Trânsito mantém atividades permanentes em escolas, empresas e órgãos públicos. O foco principal são crianças e adolescentes, com o intuito de formar futuros condutores mais conscientes sobre a legislação e a segurança nas vias.






