A reta final de agosto exige atenção com a força dos ventos no Tocantins. Segundo previsão do Grupo Storm, consultoria da Energisa, as rajadas podem chegar a 55 km/h na segunda quinzena do mês, principalmente nas regiões centro-sul do Estado.
A tendência é de que os ventos ganhem mais intensidade na última semana de agosto, dentro do padrão esperado para o período seco.
O problema não está apenas na ventania. Placas de publicidade, lonas, tendas, telas de proteção de obras, coberturas, galhos e outros materiais que estejam soltos podem ser carregados pelo vento e atingir fios e equipamentos da rede elétrica.
O impacto pode provocar curto-circuito, rompimento de cabos, danos à estrutura e interrupção no fornecimento de energia.
De janeiro a agosto deste ano, 89 ocorrências provocadas por objetos estranhos na rede elétrica foram registradas no Tocantins.
O número considera situações que chegaram a causar interrupção no fornecimento. A quantidade pode ser maior, segundo a distribuidora, porque materiais que representam risco também são retirados durante inspeções antes que provoquem danos.
Ventos mais fortes no fim de agosto
O período seco contribui para o aumento da circulação do ar. O calor intenso e a baixa umidade favorecem o aquecimento da superfície, principalmente nas horas mais quentes do dia, condição que pode resultar em rajadas mais intensas.
A mesma dinâmica favorece a formação dos chamados redemoinhos de poeira, comuns em áreas abertas. Eles acontecem quando o ar aquecido próximo ao solo sobe rapidamente e levanta poeira e areia.
“Esses redemoinhos são mais visíveis porque o solo está seco e exposto, o que facilita o levantamento de poeira e areia. Embora sejam fenômenos rápidos e localizados, eles são um exemplo de como o aquecimento intenso da superfície interfere na circulação do ar nesta época do ano”, explica a meteorologista e consultora da Energisa Ana Paula Paes.
O que pode causar problemas
Objetos instalados em áreas abertas e próximos à rede elétrica merecem atenção redobrada. Quando são deslocados pelo vento e entram em contato com os cabos, podem causar danos que vão desde o desligamento do fornecimento até o rompimento da fiação.
A orientação é verificar se estruturas como lonas, tendas, placas, coberturas e telas estão devidamente presas, principalmente em locais próximos à rede.
Segundo Anderson Vieira, coordenador do Centro de Operações Integrado da Energisa Tocantins, as equipes também realizam inspeções para identificar situações que possam representar perigo antes que provoquem uma ocorrência.
O que fazer se um cabo cair
Em caso de rompimento de fios ou queda de alguma estrutura sobre a rede elétrica, a recomendação é não se aproximar e não tentar retirar o objeto. Mesmo que não haja faíscas, o cabo pode continuar energizado e provocar choque.
A orientação é acionar a distribuidora. Se houver risco imediato para pessoas ou imóveis, o Corpo de Bombeiros também deve ser chamado. Intervenções na rede elétrica devem ser realizadas somente por profissionais autorizados e capacitados.
A população pode comunicar ocorrências pelos canais de atendimento da Energisa, incluindo o aplicativo Energisa On, o WhatsApp Gisa e a central de atendimento da distribuidora.





