Governo e TJTO discutem criação de banco de dados com DNA e digitais de custodiados

 

Uma iniciativa conjunta entre o Governo do Tocantins e o Tribunal de Justiça do Estado pode mudar a forma como o Estado lida com a identificação de pessoas que entram no sistema judicial. A ideia é criar um banco de dados com informações genéticas (DNA) e biométricas (como impressões digitais) de indivíduos que passam pelo sistema, desde o momento do primeiro registro.

A proposta foi debatida na sexta-feira, 4, em reunião entre a Secretaria da Segurança Pública (SSP/TO) e a Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO). A criação do banco de dados seria formalizada por meio de um termo de cooperação entre as instituições, prevendo a coleta dos dados no momento em que o cidadão é inserido no sistema de justiça.

O secretário de Segurança Pública, Bruno Azevedo, defendeu que o processo de coleta seja integrado à emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). Para ele, a iniciativa pode representar um marco nas investigações criminais.

“Um banco de dados com essas informações é essencial. A coleta e  estabelecimento de perfis genéticos representam um grande avanço na instrução de investigações criminais e identificação de pessoas desaparecidas. Além disso, com a nova CIN buscaremos fortalecer a cidadania dos custodiados, viabilizando aos indivíduos que ingressarem no sistema, o seu registro atualizado”, destacou o secretário.

Representando o TJTO, o desembargador Pedro Nelson de Miranda Coutinho manifestou apoio à proposta. Segundo ele, o Judiciário tem interesse direto em ações que agilizem a identificação de pessoas e fortaleçam o sistema de segurança.

“Nosso encontro teve como objetivo identificar o que a SSP/TO precisa para garantir que essa coleta ocorra logo no início da passagem do indivíduo pelo sistema. Assim, conseguimos fortalecer a identificação criminal e alimentar os bancos de dados com maior agilidade e precisão”, explicou o desembargador.

Reunião contou com diversas lideranças

Também participaram do encontro o diretor de Inteligência da Polícia Civil, Ronie Augusto Esteves; o superintendente de Inteligência e Estratégia, Emerson Francisco de Moura; a diretora do Instituto de Identificação, Elaine Monteiro; o secretário da Cidadania e Justiça, Deusiano Pereira de Amorim; além do juiz auxiliar da Corregedoria, Manuel de Faria Reis Neto.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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