Falta de medicamentos e falhas na estrutura do HGP levam MPTO a cobrar soluções da Saúde em Palmas

 

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) fez visitas a locais ligados à saúde pública de Palmas para verificar se há medicamentos e insumos disponíveis, além de checar a limpeza, estrutura e qualidade dos serviços prestados. As inspeções ocorreram na última semana e incluíram a Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF), o Centro de Logística da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) e o Hospital Geral de Palmas (HGP).

As vistorias foram conduzidas pelo promotor de Justiça Thiago Vilela. Após o trabalho, ele enviou pedidos formais aos responsáveis para que expliquem os problemas encontrados e tomem as providências necessárias.

Na visita à Central de Abastecimento Farmacêutico, foi constatado que 92 dos 268 medicamentos que deveriam estar disponíveis estão em falta, o que representa 35% de desabastecimento. A equipe da unidade explicou que o processo para contratar as empresas fornecedoras foi finalizado em fevereiro, mas muitas delas ainda não fizeram as entregas. Por causa disso, os fornecedores estão sendo notificados para regularizar a situação.

Também foi informado que a lista de medicamentos destinada aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) está sendo revisada para possíveis ajustes.

Estoques baixos em itens básicos da rede municipal

No Centro de Logística da Semus, o MP encontrou falta de alguns insumos essenciais, como seringas de 5 ml e fraldas infantis extra grandes. Outros produtos também estavam com estoque muito baixo, como esparadrapo, glicosímetros e detergente neutro.

Ala de ortopedia do HGP tem problemas graves

A situação mais crítica foi registrada na ala de ortopedia do Hospital Geral de Palmas. A equipe do MP identificou problemas de limpeza, poucos profissionais de enfermagem e bebedouros quebrados, o que obriga pacientes e acompanhantes a beberem água quente.

Além disso, os leitos estavam sem higienização por vários dias, os aparelhos de ar-condicionado não funcionavam direito, e itens básicos como fraldas, comadres, papagaios, sacos coletores de urina, cadeiras de banho, lençóis, papel-toalha e álcool estavam em falta. Também foi relatado que a alimentação oferecida aos pacientes era de qualidade insatisfatória.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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