Após focos em Santa Catarina, Tocantins reforça vigilância e mantém monitoramento contra a Doença de Newcastle

Após focos em Santa Catarina, Tocantins reforça vigilância e mantém monitoramento contra a Doença de Newcastle
Foto: Majuh Souza/Governo do Tocantins

 

Após a confirmação de três focos da Doença de Newcastle (DN) em Santa Catarina pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Governo do Tocantins reforçou que o estado permanece livre da enfermidade.

A informação foi repassada pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), que realiza ações rotineiras de vigilância e monitoramento do plantel de aves, incluindo estudos sorológicos.

O gerente de Sanidade Animal da Adapec, Sérgio Liocadio, destacou que, além dos estudos, a Agência promove ações de vigilância em áreas de pouso de aves silvestres.

“Iniciamos, em setembro, um novo estudo sorológico, que está em andamento e tem como objetivo detectar precocemente eventuais casos nas populações de aves domésticas, além de comprovar a ausência dessa enfermidade e também da Influenza Aviária na avicultura tocantinense”, pontuou.

Mesmo com o estado livre da doença, a Adapec ressalta que é fundamental que o produtor mantenha medidas de biosseguridade no plantel de aves.

Entre as principais recomendações estão a limpeza e a desinfecção de bebedouros e comedouros; a adoção de boas práticas de produção na criação de aves comerciais e de subsistência; a proteção dos bebedouros, comedouros e da ração contra o acesso de aves silvestres; e a manutenção das aves em galinheiros protegidos por telas, entre outras medidas.

O que é a doença

A Doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres de diferentes espécies e idades.

Em sua forma virulenta, pode provocar problemas respiratórios, digestivos e nervosos, além de elevada mortalidade nos plantéis afetados.

Sinais de alerta

Os principais sinais clínicos incluem depressão, perda de apetite, diarreia branco-amarelada, desidratação severa, inchaço ao redor dos olhos e da cabeça, alterações respiratórias, como espirros e secreções nasais e oculares, tremores, paralisia das asas e das patas, torcicolo e outras alterações neurológicas.

Também podem ocorrer conjuntivite, diminuição da postura e elevada mortalidade no lote, entre outros sinais.

Formas de transmissão

A doença é causada por um vírus da família Paramyxoviridae e pode ser transmitida pelo contato direto entre aves infectadas e sadias, bem como pelo contato com objetos, água e ração contaminados.

A transmissão também pode ocorrer pelo ar, por meio de aerossóis contendo partículas virais.

A Adapec alerta que o produtor deve evitar transportar aves com suspeita da doença de um local para outro, pois essa movimentação pode contribuir para a disseminação do vírus para outros ambientes.

Medidas de prevenção

Para prevenir a doença e reduzir os riscos de disseminação no plantel, a Adapec recomenda a adoção de medidas gerais de higiene e desinfecção das instalações e dos utensílios utilizados na criação.

Também são recomendadas a limpeza de bebedouros e comedouros, a proteção da água e da ração contra o acesso de aves silvestres, a prevenção do contato entre aves domésticas e aves desconhecidas ou silvestres e a aquisição de aves de estabelecimentos regularizados, com procedência conhecida e documentação sanitária exigida.

Como notificar suspeitas

Em caso de suspeita de doença no plantel de aves, o produtor deve notificar imediatamente a Adapec.

A comunicação pode ser feita pelo sistema e-Sisbravet, no endereço eletrônico https://sisbravet.agro.gov.br/notificacao/publica/registrar, pelo Disque Defesa, no número 0800 000 4733, ou diretamente em qualquer um dos escritórios da Agência nos 139 municípios do Tocantins.

A notificação rápida é fundamental para que o Serviço Veterinário Oficial possa investigar a suspeita e adotar as medidas sanitárias necessárias para proteger a saúde animal e a avicultura tocantinense.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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