SUS passa a usar CPF como principal identificação e unifica histórico de consultas, exames e vacinas

SUS passa a usar CPF como principal identificação e unifica histórico de consultas, exames e vacinas
Foto: Desenvolvido por I.A

 

O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a usar o CPF como o principal número para identificar os usuários em toda a rede. Com isso, o antigo Cartão SUS deixa de ser o documento principal e passa a funcionar como identificador secundário, agora chamado de Cadastro Nacional de Saúde (CNS).

Com o CPF, o cidadão pode ser reconhecido em qualquer unidade do SUS no Brasil, de forma única. As informações também poderão ser acessadas pelo aplicativo Meu SUS Digital, facilitando o acompanhamento de dados de saúde.

Mesmo com a mudança, o número do CNS continua existindo e segue vinculado ao cadastro. Isso garante que os registros antigos permaneçam integrados e não sejam perdidos.

Na prática, a unificação ajuda a evitar cadastros repetidos, diminui erros na identificação e faz com que todo o histórico de consultas, exames e procedimentos fique reunido em um único registro. Assim, o atendimento fica mais organizado e o cuidado com o paciente se torna mais contínuo.

O superintendente do Ministério da Saúde no Tocantins, Relmivan Milhomem, explicou que a mudança fortalece a integração das informações. “Histórico de consultas, exames e vacinas passam a estar reunido em um único cadastro, o que melhora muito a organização dos dados e a continuidade do cuidado. Isso traz mais agilidade no atendimento, reduz erros e elimina duplicidades que hoje ainda existem”.

Segundo ele, a medida também aumenta a transparência. “Vai facilitar o acompanhamento de filas para consultas e cirurgias, além da gestão de medicamentos pelo aplicativo Meu SUS Digital”.

SES reforça que ninguém ficará sem atendimento

A Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) destacou que a mudança não limita o acesso ao SUS. Nenhuma pessoa deixará de ser atendida por não ter CPF.

Indígenas, ribeirinhos, nômades, pessoas em situação de rua e estrangeiros em trânsito continuam sendo atendidos normalmente, com possibilidade de cadastro específico.

Atendimento garantido por lei

Relmivan Milhomem reforçou que o atendimento dessas populações está assegurado. “Existe a Lei nº 9.836, que assegura o atendimento dessas populações independentemente da documentação. No caso das comunidades indígenas ou de pessoas que ainda não possuem CPF, o atendimento ocorre normalmente nas unidades de saúde”, explicou.

Mudança segue estratégia nacional de governo digital

A adoção do CPF como principal identificador faz parte da Estratégia Nacional de Governo Digital. A medida busca tornar a gestão do SUS mais eficiente, com foco na transparência, na segurança das informações e na melhoria dos serviços.

Meu SUS Digital

O cidadão poderá acompanhar seus dados pelo Meu SUS Digital, aplicativo oficial do Ministério da Saúde, que antes se chamava Conecte SUS. A plataforma reúne informações como vacinas, exames, histórico clínico e outros registros, com acesso pelo celular ou computador.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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