A Corregedoria da Guarda Metropolitana de Palmas (GMP) instaurou uma sindicância investigativa para apurar a conduta de três agentes que estavam de plantão no dia 15 de fevereiro.
O procedimento, oficializado pela Portaria nº 005/2026 e publicado no Diário Oficial nessa quarta-feira, 18, investiga uma suposta omissão dos servidores diante de um crime de violência sexual ocorrido nas proximidades da base de segurança da Praia da Graciosa.
Como medida preventiva, os três guardas foram afastados de suas funções operacionais até que a apuração administrativa seja concluída.
O crime e a investigação policial
O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens em redes sociais, que mostram uma mulher com sinais de embriaguez sendo abusada por um homem. No registro, é possível notar que a vítima tenta afastar o agressor.

A Polícia Civil investiga o episódio como estupro de vulnerável, classificação adotada devido à aparente incapacidade de resistência da vítima no momento do ato. O suspeito, que não teve a identidade revelada, apresentou-se à delegacia na última segunda-feira, 16, prestou depoimento e foi liberado, conforme os trâmites do inquérito policial em curso. (Clique aqui e leia mais sobre este caso). ( complementação do caso).
Justificativa do processo administrativo
A portaria que determina a abertura da sindicância ressalta o compromisso ético da corporação. Segundo o documento, a abertura do processo levou em conta a gravidade do ocorrido e o fato de que a “função da Guarda Metropolitana é a proteção sistêmica da população, e que a suposta omissão diante de um crime ou ato de importunação sexual em frente a uma unidade da corporação fere frontalmente o decoro da classe”.
Em nota oficial, a Prefeitura de Palmas reiterou que a conduta sob investigação fere os deveres éticos de proteção previstos na legislação municipal. O objetivo da sindicância é esclarecer se houve falha no cumprimento do dever de intervenção por parte dos agentes que estavam escalados na Base da Graciosa no dia do crime.






