Josafá Batista dos Santos, preso nesta terça-feira, 1º, por suspeita de estuprar e esfaquear uma diarista de 52 anos em Palmas, já havia sido detido anteriormente por suspeitas de crimes semelhantes contra mulheres em áreas de mata da capital.
A Polícia Civil chegou até ele após cruzar informações sobre o modo de atuação, a região dos ataques e o perfil das vítimas.
O crime mais recente aconteceu na manhã dessa segunda-feira, 31, entre as quadras 601 e 603 Sul, na região central de Palmas. A mulher havia descido de um ônibus e seguia para o trabalho quando foi abordada por trás.
Segundo a investigação, ela reagiu à abordagem e entrou em luta corporal com o suspeito. Durante o confronto, foi atingida por pelo menos quatro golpes de faca no tórax e no pescoço.
A vítima foi socorrida, passou por uma cirurgia de cerca de seis horas e permanece internada em estado grave no Hospital Geral de Palmas (HGP).
Suspeito já havia sido preso
A investigação encontrou semelhanças entre o ataque desta semana e outros casos envolvendo Josafá.
De acordo com a Polícia Civil, as ocorrências analisadas têm em comum abordagens de mulheres em locais com vegetação, violência sexual e roubo dos celulares das vítimas.
Em setembro de 2025, Josafá foi preso pela Polícia Militar por suspeita de estuprar uma mulher na mesma região onde ocorreu o ataque desta segunda-feira.
Segundo informações divulgadas na época, ele chegou a ser liberado por não estar em situação de flagrante e posteriormente foi preso no Maranhão por ordem judicial.
O histórico inclui ainda uma prisão em 2018. Naquele ano, ele foi detido por suspeita de estuprar uma adolescente de 17 anos que caminhava por uma área de mata carregando o filho de um ano no colo.
O ataque aconteceu em um matagal próximo a uma faculdade, na quadra 1.401 Sul. Durante as investigações, os policiais encontraram uma camisa que teria sido usada para amarrar a vítima.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública informou na época, Josafá confessou o crime e admitiu ter roubado o celular da adolescente.
As ocorrências anteriores são casos distintos e as prisões por suspeita não significam, por si só, condenação definitiva pelos crimes atribuídos a ele.
Polícia encontrou celular da vítima
Após o ataque desta segunda-feira, os investigadores passaram a procurar o suspeito e conseguiram localizá-lo na região sul de Palmas. Segundo o delegado Gustavo Henrique, ele foi encontrado no próprio local onde trabalhava.
Durante as diligências, os policiais também encontraram uma garrafa de água na cena do crime. O objeto teria sido comprado pelo próprio investigado, segundo informações repassadas à equipe.
Na residência do suspeito, os policiais localizaram ainda o celular levado da diarista. Familiares reconheceram o aparelho pela imagem que aparecia na tela de proteção.
Investigação aponta estupro e roubo
De acordo com a Polícia Civil, Josafá deverá responder por estupro consumado e roubo. O delegado explicou que, juridicamente, o crime de estupro pode ser considerado consumado mesmo sem conjunção carnal, conforme os atos praticados contra a vítima.
O roubo é investigado porque, segundo a polícia, o celular da mulher foi levado durante a ação.
O suspeito permanece à disposição da Justiça. A defesa não havia se manifestado publicamente até a publicação das informações consultadas.





