Oito pessoas são indiciadas por desviar quase R$ 400 mil de torneio de futebol feminino que nunca foi realizado em Palmas

Oito pessoas são indiciadas por desviar quase R$ 400 mil de torneio de futebol feminino que nunca foi realizado em Palmas
Foto: Arte SSP/TO

 

A Polícia Civil do Tocantins (PCTO) finalizou o segundo inquérito derivado da Operação Jogo Limpo, que apura esquemas de corrupção envolvendo convênios na Fundação Municipal de Esportes e Lazer de Palmas (Fundesportes) no ano de 2014.

Nesta fase das investigações, oito indivíduos foram indiciados sob a suspeita de fraudar um projeto destinado ao futebol feminino, cujos recursos foram totalmente desviados sem que o evento ocorresse.

O convênio em questão previa o repasse de R$ 399.667,25 a uma instituição privada para a organização do torneio. Contudo, as diligências da Delegacia Especializada de Repressão à Corrupção (Decor) confirmaram a ausência de qualquer evidência física ou documental de que as competições tenham sido realizadas.

O inquérito detalha a agilidade com que o montante foi retirado dos cofres públicos. Após a liberação do crédito, todo o valor foi transferido em apenas 13 dias para contas de empresas de fachada. Segundo a polícia, essa rede de firmas servia para simular a prestação de serviços e pulverizar o dinheiro entre os envolvidos, dificultando o rastreio da lavagem de capitais.

A investigação aponta ainda que as irregularidades começaram antes mesmo da execução: houve indícios de direcionamento na aprovação do projeto, falta de critérios técnicos e o uso de estruturas administrativas que existiam apenas no papel para validar os processos de forma artificial.

Impacto social e estruturação do crime

O delegado Guilherme Rocha, à frente do caso, pontuou que os desvios seguiam um padrão organizado para converter políticas de fomento em ferramentas de corrupção.“Este segundo inquérito reforça a robustez das investigações da Operação Jogo Limpo e evidencia que os desvios não foram casos isolados, mas parte de um esquema estruturado, que utilizava convênios esportivos como meio para desviar recursos públicos.

A autoridade policial completou explicando que a individualização de cada convênio permitiu responsabilizar, de forma precisa, todos os envolvidos e demonstrar o impacto direto dessas fraudes na sociedade, “especialmente quando atingem políticas públicas que deveriam fomentar o esporte e a inclusão social”, ressaltou.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
Compartilhe:
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Mais Notícias