A Polícia Civil concluiu a investigação que apurou uma série de golpes aplicados contra microempreendedores em Paraíso do Tocantins. O inquérito foi finalizado na manhã desta terça-feira, 3, no âmbito da operação Cavalo de Tróia, e resultou no indiciamento de uma mulher de 37 anos, identificada pelas iniciais D.S.S., por 45 crimes de estelionato.
Segundo a investigação, a mulher se apresentava às vítimas como intermediária de financiamentos. Ela prometia facilitar a liberação de crédito junto a órgãos responsáveis, mas exigia pagamentos antecipados para dar andamento ao processo. Após receber os valores, nenhum financiamento era solicitado ou liberado, e o dinheiro ficava com a investigada.
Em cerca de dois meses, uma das vítimas realizou nove transferências bancárias para a suspeita. Outra pessoa fez 16 repasses, enquanto uma terceira chegou a 20 transferências. Somados, os prejuízos dessas três vítimas chegam a aproximadamente R$ 40 mil.
Persistência no crime, segundo a polícia
O delegado responsável pelo caso destacou que a investigada continuou cometendo os crimes mesmo tendo histórico criminal. “Mesmo possuindo histórico criminal, condenações anteriores e outras restrições, a autora persistiu na prática delitiva, o que tornou a prisão medida necessária para a interrupção das condutas. Recomendamos que outras pessoas que tenham sido vítimas de condutas semelhantes procurem a delegacia mais próxima para registro da ocorrência e adoção das providências legais”.
Novas vítimas surgem após repercussão
Após a divulgação do caso, outras três pessoas procuraram a Polícia Civil relatando golpes semelhantes. Duas delas tiveram prejuízos estimados em R$ 26 mil e R$ 14 mil, também relacionados à falsa promessa de financiamento. A terceira vítima relatou ter sido induzida a pagar boletos falsos fornecidos pela investigada.
Novos inquéritos e encaminhamento à Justiça
Diante dos novos relatos, a Polícia Civil informou que outros inquéritos serão instaurados, cada um para apurar individualmente as denúncias. Com a conclusão do primeiro inquérito, o material foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que irão avaliar as medidas legais cabíveis.






