A Polícia Civil do Tocantins instaurou um inquérito para investigar um suposto crime de estupro de vulnerável ocorrido no último domingo, 15 , na Praia da Graciosa, em Palmas. O caso ganhou repercussão após a divulgação de vídeos nas redes sociais que mostram um homem abordando uma mulher com sinais visíveis de embriaguez.
Um detalhe central da investigação é a origem das imagens, que aparentam ter sido registradas de dentro da base da Guarda Metropolitana de Palmas (GMP), situada no local onde o fato teria ocorrido.
Diante da gravidade da situação, a Prefeitura de Palmas, por meio do gabinete do prefeito Eduardo Siqueira Campos e do comando da GMP, determinou a abertura de uma sindicância administrativa.
O objetivo é apurar a conduta dos servidores públicos que estavam de plantão no momento do ocorrido e entender por que não houve intervenção imediata, além de identificar o autor da gravação. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que os trabalhos investigativos começaram assim que o órgão tomou conhecimento das imagens.
Implicações legais e proteção à vítima
A Polícia Civil destaca que o estupro de vulnerável é classificado como crime hediondo e inafiançável. As autoridades agora trabalham para identificar formalmente o homem que aparece no vídeo e a vítima.
Além da investigação principal, a instituição emitiu um alerta sobre o compartilhamento do conteúdo nas redes sociais. Divulgar o vídeo com o intuito de criticar ou ridicularizar a mulher configura crime de exposição da intimidade sexual, conforme previsto no Código Penal Brasileiro.
Posicionamento oficial da Prefeitura de Palmas
Em nota, a gestão municipal reiterou que já acionou a Polícia Civil para a identificação dos envolvidos e que não compactua com a omissão de agentes públicos diante de atos libidinosos ou criminosos.






