A Polícia Civil do Tocantins efetuou a prisão preventiva de um homem no município de Vera (MT), nessa terça-feira, 10. Ele é investigado por crimes de extorsão e estupro virtual cometidos contra uma jovem de 18 anos, residente em Paraíso do Tocantins. A captura foi realizada com o suporte da Polícia Civil do Mato Grosso, após o deferimento do mandado expedido pelo Poder Judiciário.
A investigação foi conduzida pela 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (6ª DEIC – Paraíso), iniciada logo após a vítima procurar as autoridades para denunciar as ameaças financeiras e psicológicas que vinha sofrendo.
Segundo os dados colhidos pela DEIC, o suspeito utilizou um perfil falso em um aplicativo de relacionamento para estabelecer o primeiro contato. Após conquistar a confiança da jovem, ele obteve imagens íntimas e dados pessoais de seus familiares.
Com esse material, o investigado iniciou uma rotina de chantagem, exigindo transferências bancárias via Pix. Além da extorsão financeira, as investigações apontaram que o homem coagia a vítima a realizar práticas sexuais e degradantes durante chamadas de vídeo, sob a ameaça de divulgar as fotos em redes sociais e para o círculo familiar da jovem.
Investigação técnica e apreensão de provas
O trabalho de rastreamento permitiu que os policiais localizassem o endereço do autor em solo mato-grossense. Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, a polícia apreendeu o aparelho celular utilizado para gerenciar as ameaças, confirmando a autoria dos crimes.
O homem foi autuado pelos delitos de extorsão, estupro e falsa identidade. Diante da robustez das provas, a Vara Criminal da Comarca de Paraíso do Tocantins determinou a prisão preventiva, cumprida hoje em Vera (MT).
Resposta das autoridades sobre crimes digitais
O delegado responsável pelo caso enfatizou que crimes cometidos em ambiente cibernético deixam rastros passíveis de acompanhamento policial.”O anonimato na internet é uma ilusão que termina onde começa a nossa investigação. O autor deste crime utilizou táticas de manipulação e terror atrás de um perfil falso, mas a técnica e inteligência da PCTO conseguiu rastrear os passos do criminoso e identificá-lo para que possa responder pelos seus crimes”.






