A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 55ª DP de Divinópolis, cumpriu na manhã dessa segunda-feira, 6, o mandado de prisão preventiva contra um homem de 29 anos, identificado pelas iniciais L.S.M. Ele é apontado como o executor do assassinato de Felisma Pereira Neco, de 45 anos, ocorrido em junho de 2022.
Segundo o delegado Bruno Monteiro Baeza, a investigação conseguiu reconstruir a dinâmica do homicídio, que aconteceu na zona rural de Divinópolis. A vítima, que trabalhava como negociante de gado, foi atraída para um local isolado próximo a uma fazenda, onde foi alvejada com tiros de espingarda.
As apurações revelaram que o crime teve motivação passional e familiar. A vítima mantinha um relacionamento com uma adolescente e, embora a jovem já tivesse idade legal de consentimento e não houvesse indícios de abuso, o pai da moça era terminantemente contra o namoro.
De acordo com a polícia, o pai da adolescente teria contratado L.S.M. para realizar o serviço, oferecendo como pagamento uma motocicleta avaliada em R$ 3 mil. O delegado Baeza detalhou o desfecho da investigação.
“Logo após o homicídio, iniciamos as investigações e conseguimos elucidar todo o fato. Por meio do trabalho investigativo, foi possível constatar que o crime foi praticado mediante uma emboscada onde a vítima foi atraída e alvejada com tiros de espingarda”.
Captura e paradeiro do mandante
Após o crime, tanto o executor quanto o mandante fugiram da região. O suspeito preso hoje foi localizado escondido na cidade de Caseara. Ele foi conduzido para a Central de Atendimento da Polícia Civil em Paraíso e, em seguida, encaminhado para a Unidade Penal Regional, onde permanece à disposição da Justiça.
O mandante do crime o pai da adolescente já foi indiciado, mas segue foragido e continua sendo procurado pela Polícia Civil. Para o delegado, a prisão do executor é uma resposta necessária à sociedade.
“A prisão traz mais conforto à família da vítima e dá uma resposta satisfatória a toda a comunidade de Divinópolis que acredita e confia no trabalho realizado pela Polícia Civil do Tocantins”.






