Nas primeiras horas desta terça-feira, 3, a Polícia Civil do Tocantins localizou e prendeu C.F.S., de 30 anos, em uma área rural de Gurupi. A captura faz parte da Operação Mulher Segura 2026, uma iniciativa nacional de combate à violência de gênero.
A ação foi coordenada pela 7ª Delegacia Regional, com o suporte de unidades especializadas como a 3ª DHPP e a 8ª DEIC.
O indivíduo, que estava foragido da Justiça desde o final de 2024, foi encontrado enquanto dormia em uma propriedade rural. Após a abordagem, ele foi conduzido à 12ª Central de Flagrantes e, posteriormente, transferido para o sistema prisional para o início oficial do cumprimento de sua sentença.
O caso que motivou a prisão ocorreu em junho de 2021. Segundo os autos do processo, o homem utilizou um pretexto social para atrair a ex-companheira e, durante o percurso em uma motocicleta, desviou o caminho para um terreno baldio. No local, ele praticou agressões físicas e violência sexual, ameaçando a vítima de morte.
A agressão foi interrompida apenas pela aproximação de uma terceira pessoa, o que permitiu que a vítima conseguisse fugir e buscar auxílio posteriormente. Em dezembro de 2024, o réu foi condenado pelos crimes de estupro, ameaça e lesão corporal, com uma pena fixada em 12 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão pela Vara Especializada de Gurupi.
Perfil criminal e atuação policial
Além da condenação atual, o preso possui um extenso histórico criminal que inclui passagens por roubo, resistência, coação no curso do processo e injúria. O delegado regional de Gurupi, Joadelson Rodrigues Albuquerque, ressaltou que a prisão encerra um ciclo de impunidade.
“Essa captura demonstra o compromisso permanente da Polícia Civil no enfrentamento à violência contra a mulher. Mesmo após a condenação, seguimos diligentes até localizar e prender o foragido, garantindo o cumprimento da decisão judicial e reforçando a proteção às vítimas”, ressaltou o delegado.
O papel da Operação Mulher Segura
A prisão integra a Operação Mulher Segura, uma estratégia nacional articulada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O objetivo da operação é unificar as forças de segurança de todo o país para garantir que agressores sejam responsabilizados, medidas protetivas sejam fiscalizadas e a rede de acolhimento às vítimas seja fortalecida.






