Quatro pessoas são condenadas pelo Júri por torturar, mutilar e matar vítima em homicídio planejado no Tocantins

Quatro pessoas são condenadas por torturar, mutilar e matar vítima em homicídio planejado no Tocantins
Os executores localizaram Daniel à noite, enquanto ele se dirigia à sua fazenda, e o atacaram de forma inesperada

 

Na última sessão do Tribunal do Júri em Arraias, os jurados seguiram as acusações do Ministério Público do Tocantins (MPTO) e condenaram quatro pessoas – um mandante e três executores – responsáveis pela morte de Daniel de Moura Borges. O crime, que envolveu uma tortura extrema e mutilação do corpo da vítima, gerou grande comoção devido à sua brutalidade.

Durante a audiência, o promotor detalhou as circunstâncias do assassinato, que ocorreu em maio de 2022 na zona rural de Conceição do Tocantins. O mandante, identificado como R. F. d. S., motivado por rancor, planejou o assassinato de Daniel após descobrir que ele havia se envolvido com sua ex-companheira. Para levar adiante seu desejo de vingança, R. F. d. S. contratou três executores, pagando-os para cometer o homicídio de forma violenta e torturante.

Execução violenta e descarte do corpo

Os executores localizaram Daniel à noite, enquanto ele se dirigia à sua fazenda, e o atacaram de forma inesperada. A vítima foi alvejada por tiros, agredida fisicamente e submetida a severas torturas, além de ser mutilada.

Após o assassinato, os criminosos transportaram o corpo para um local isolado, onde o ocultaram. A acusação que os jurados acataram foi de homicídio qualificado, caracterizado por meio cruel, motivação torpe e o uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, somado ao crime de ocultação do cadáver.

Sentenças de prisão e regime fechado para os réus

O mandante do crime, R. F. d. S., foi sentenciado a 23 anos de reclusão. Os três executores receberam penas idênticas: J. C. C. T. e R. d. S. B., ambos com 23 anos de prisão, enquanto P. B. d. T. foi condenado a 17 anos. Os réus permanecem detidos na Unidade Penal de Arraias, cumprindo suas penas em regime fechado desde a sentença. A sessão do Tribunal do Júri, foi realizada no último dia 10.

 

 

 

 

 

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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