Justiça determina que cidade do Tocantins inicie obras de canil definitivo em 30 dias sob multa diária de R$ 3 mil ao prefeito

Justiça determina que cidade do Tocantins inicie obras de canil definitivo em 30 dias sob multa diária de R$ 3 mil ao prefeito
Foto: Nilzete Franco

 

O Município de Aliança do Tocantins recebeu uma ordem judicial para iniciar, no prazo máximo de 30 dias, as obras de um canil municipal definitivo. A sentença, proferida no dia 9 de fevereiro de 2026, estipula uma multa diária pessoal de R$ 3 mil ao prefeito Elves Moreira Guimarães em caso de desobediência ao cronograma estabelecido.

A decisão é um desdobramento de uma ação movida pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), que apontou o descumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O acordo, já homologado pela Justiça, previa a execução de um projeto técnico específico para a proteção e abrigo de animais, o que não foi cumprido pela gestão atual.

A controvérsia central do processo reside na alteração do projeto original por parte da prefeitura. Em vez de erguer a nova unidade conforme o pactuado, a administração municipal tentou reformar um canil provisório já existente.

Contudo, a Justiça considerou essa medida inadequada, pois a estrutura proposta era menor, possuía menos baias e, principalmente, permanecia localizada em uma área central e residencial. Essa localização contraria normas técnicas e sanitárias vigentes, que exigem o distanciamento adequado de zonas densamente povoadas para garantir o bem-estar animal e a saúde pública.

Penalidades e rigor no cumprimento do TAC 

A promotora de Justiça Maria Juliana Naves Dias do Carmo, da 7ª Promotoria de Justiça de Gurupi, foi a autora da ação que resultou na sentença. O Judiciário reforçou que acordos firmados via TAC possuem força de lei e devem ser executados integralmente.

Além da multa futura ao gestor, a sentença determina que o município seja penalizado retroativamente pelo descumprimento do acordo anterior, com valores que ainda serão calculados.

Com o prazo judicial em curso, a prefeitura fica obrigada a abandonar a reforma paliativa e seguir o projeto técnico originalmente aprovado, garantindo uma estrutura que suporte adequadamente a demanda de proteção animal da cidade.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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