Homem é condenado a mais de 45 anos de prisão por estuprar duas enteadas no norte do TO

Homem é condenado a mais de 45 anos de prisão por estuprar duas enteadas no norte do TO
Foto: Ilustrativa

 

Um homem foi condenado a 45 anos, 5 meses e 28 dias de prisão por estuprar repetidamente as duas enteadas, que tinham 11 e 13 anos na época dos crimes.

Os abusos ocorreram em 2020, em um município da região norte do Tocantins, próximo a Araguaína.

A sentença, em primeira instância, acolheu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio da 11ª Promotoria de Justiça de Araguaína.

O regime inicial de cumprimento da pena é fechado, mas a decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.

Homem usava dinheiro e presentes para manter abusos em segredo

Conforme a denúncia, o condenado era companheiro da mãe das meninas e se aproveitava da convivência familiar e dos momentos em que ficava sozinho com elas para cometer os abusos.

Os crimes ocorreram tanto na residência da família quanto em uma área rural do município.

Segundo a investigação, o homem também oferecia dinheiro e presentes às vítimas para impedir que elas contassem o que acontecia.

Depoimentos foram considerados na condenação

Durante o processo, as duas meninas relataram os abusos à Justiça. A mãe também prestou depoimento e explicou como descobriu os fatos e procurou o Conselho Tutelar.

Na sentença, o Judiciário considerou que os relatos das vítimas eram coerentes entre si e estavam amparados por outros elementos de prova.

O promotor de Justiça Matheus Eurico Borges Carneiro sustentou a acusação e destacou a relevância dos depoimentos em processos de violência sexual, crimes que frequentemente acontecem sem testemunhas e nem sempre deixam vestígios físicos.

A decisão também reconheceu que o homem se aproveitou da relação familiar e da posição de autoridade que exercia sobre as meninas. A repetição dos abusos foi considerada no cálculo da pena.

Além da condenação, a Justiça determinou a inclusão do homem no Programa Em Paz, medida solicitada pelo Ministério Público nas alegações finais e voltada à responsabilização e à prevenção de novos casos de violência.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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