O Ministério Público do Tocantins (MPTO) conseguiu, na terça-feira, 24 , a condenação de Valdeci Alves Tavares a 12 anos de prisão em regime fechado, por ter cometido um homicídio qualificado. O julgamento aconteceu no Tribunal do Júri da Comarca de Araguaçu.
A pedido do promotor, a Justiça determinou que Valdeci começasse a cumprir a pena imediatamente, mesmo ainda cabendo recurso da decisão. Ele foi preso logo após o veredicto depois de passar 15 anos respondendo ao processo em liberdade.
Quem representou o Ministério Público no caso foi o promotor Jorge José Maria Neto. Ele argumentou durante o julgamento que Valdeci deveria começar a cumprir a pena assim que fosse condenado, e o pedido foi aceito pelo juiz com base em uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que permite isso quando há decisão do Júri. Por causa disso, foi expedido o mandado de prisão para o réu.
O grupo de jurados, que compõe o Conselho de Sentença, concordou com a versão apresentada pelo MP e entendeu que o crime foi cometido de forma que dificultou a defesa da vítima o que torna o homicídio ainda mais grave. Essa “qualificadora” foi um dos fatores que levou à pena mais severa.
Entenda como foi o crime
O assassinato aconteceu no dia 8 de fevereiro de 2010, por volta da meia-noite, em um bar do Setor Aeroporto, em Araguaçu. Segundo o Ministério Público, dias antes do crime, a vítima, Jeovane Lobato Rodrigues, tentou impedir que Valdeci agredisse sua namorada, durante uma briga. Por causa disso, Valdeci ficou com raiva e começou a perseguir Jeovane.
Ataque foi pelas costas, com faca
Na noite do crime, Jeovane estava sentado perto do bar, numa mureta, quando Valdeci apareceu de repente por trás, escondido e armado com uma faca do tipo peixeira. Sem chance de defesa, a vítima foi atacada com vários golpes no peito e acabou morrendo no local.








