Policial civil é denunciado por matar homem após discussão por caixas térmicas em praia no norte do TO

Policial civil é denunciado por matar homem após discussão por caixas térmicas em praia no norte do TO
Foto: Divulgação prefeitura de couto Magalhães

 

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) denunciou o policial civil Ronaldo Pereira Rocha pelo homicídio qualificado de Luciano Ferreira da Silva e Silva, de 29 anos, morto durante uma confusão na Praia de Porto Franco, em Couto Magalhães, no dia 19 de julho de 2026.

Segundo a denúncia, o crime foi motivado por uma discussão considerada pelo Ministério Público como fútil.

Luciano estava desarmado e teria tentado intervir na briga quando foi atingido por um disparo no abdômen. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu em decorrência do ferimento.

O episódio começou após uma discussão relacionada ao uso de caixas térmicas particulares em um estabelecimento localizado na área da praia.

Conforme a acusação, depois do primeiro atrito, o policial deixou o local e retornou momentos depois armado.

Durante a nova confusão, Luciano tentou intervir e acabou baleado. Ainda segundo a denúncia, após o disparo, o policial deixou a praia.

MP aponta motivo fútil

Para o MPTO, houve uma desproporção evidente entre a razão que deu início à discussão e o resultado do episódio, que terminou com a morte de Luciano. Por isso, a Promotoria atribui ao policial homicídio qualificado por motivo fútil.

O promotor de Justiça Denys César dos Santos Silva também pediu que o processo tenha prioridade de tramitação.

Como se trata de acusação de homicídio qualificado, o Ministério Público requer que, concluída a primeira fase do processo, o acusado seja pronunciado e levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Perda do cargo e indenização

Além da responsabilização criminal, o MPTO pediu que, em caso de condenação, Ronaldo Pereira Rocha perca o cargo de policial civil.

A Promotoria também requereu que seja fixada uma indenização mínima de R$ 100 mil aos familiares de Luciano pelos danos decorrentes da morte.

A denúncia ainda será analisada pela Justiça. Portanto, o policial não foi condenado e poderá apresentar sua defesa durante o processo.

Policial alegou legítima defesa

Durante a investigação, a defesa do policial apresentou uma versão diferente da sustentada pelo Ministério Público.

O Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins (Sinpol-TO) afirmou que o agente teria sido agredido por várias pessoas durante a confusão e sustentou a hipótese de legítima defesa.

Na fase inicial da apuração, a Secretaria da Segurança Pública também informou que a investigação deveria esclarecer a dinâmica do episódio e verificar, entre outros pontos, se houve legítima defesa.

Com a apresentação da denúncia, o MPTO formalizou perante a Justiça o entendimento de que o caso deve ser tratado como homicídio qualificado por motivo fútil.

Caberá ao Judiciário analisar a acusação, a defesa e as demais provas produzidas ao longo do processo.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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