Morte de criança em hospital de Alvorada é alvo de ação do MPTO após laudos apontarem falhas e óbito evitável

Morte de criança em hospital de Alvorada é alvo de ação do MPTO após laudos apontarem falhas e óbito evitável
Foto: Marcelo de Deus/ Dicom MPTO

 

O Ministério Público do Tocantins entrou com uma ação civil pública contra o Estado após a morte de uma criança de pouco mais de um ano no Hospital de Referência de Alvorada, em janeiro de 2024. Laudos oficiais apontaram que o óbito poderia ter sido evitado.

De acordo com a Promotoria de Justiça de Alvorada, houve erro médico, demora na identificação da gravidade do quadro e falhas no atendimento de urgência. Também foram constatados problemas na estrutura do hospital.

A criança chegou à unidade com febre, choro intenso e dificuldade para respirar. Mesmo com a piora do quadro ao longo do dia, o atendimento se limitou à prescrição de medicamentos para aliviar os sintomas.

Relatórios do Conselho Regional de Medicina do Tocantins (CRM-TO) e do Comitê Estadual de Prevenção do Óbito Materno, Fetal e Infantil (CEPOMFI) confirmaram as falhas.

Segundo o promotor André Felipe Coelho, os documentos apontam problemas como anamnese incompleta, falta de registro dos sinais vitais, demora na oferta de oxigênio, falha na monitorização e atraso na solicitação de transferência.

Diagnóstico tardio

O CEPOMFI identificou sinais compatíveis com pneumonia bacteriana durante a evolução do caso, mas sem o tratamento adequado no tempo certo.  O comitê classificou a morte como “evitável por diagnóstico e tratamento precoce”.

Falta de ambulância

Além das falhas médicas, o Ministério Público apontou problemas na estrutura de urgência. No momento em que a criança precisava ser transferida, não havia ambulância disponível no município, o que atrasou o socorro.

Violação de direitos

Para o MPTO, o caso representa violação do direito à saúde e à proteção integral da criança, garantidos pela Constituição e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

O órgão reforça que o Estado tem responsabilidade pela falha na prestação do serviço público de saúde.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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