O Ministério Público do Tocantins realizou na segunda-feira, 19, uma nova vistoria na Ala Pediátrica do Hospital Geral de Palmas (HGP). A inspeção foi motivada por denúncias de falhas no atendimento e problemas na estrutura do setor, que atende crianças de toda a capital e região.
Durante a visita, algumas irregularidades foram confirmadas, incluindo demora nas consultas com especialistas, falta de climatização em ambientes importantes, ausência de responsáveis técnicos registrados e até a falta de móveis básicos, como armários.
Um dos principais problemas encontrados foi a longa espera por consultas em especialidades essenciais para o atendimento infantil.
Atualmente, 5.109 crianças aguardam por atendimento com neurologista pediátrico. Na gastroenterologia, são 248 pacientes na fila. Já na nefrologia pediátrica, 62 crianças ainda esperam por consulta.
Esses números acendem um alerta sobre a capacidade do hospital de atender à demanda crescente de pacientes.
Estrutura ainda precisa melhorar
Além da falta de especialistas, o MP identificou problemas na estrutura do hospital, especialmente na recepção, que enfrenta grande fluxo de pessoas diariamente.
Para tentar resolver a situação, foi apresentado um plano que prevê a construção de dois novos consultórios e uma recepção exclusiva para acompanhantes e visitantes, o que deve ajudar a organizar melhor o atendimento.
Acompanhamento desde 2021
A vistoria foi coordenada pela promotora de Justiça Araína Cesárea, que acompanha a Ala Pediátrica desde a sua instalação, em 2021. Diante das falhas recorrentes, ela já entrou com uma Ação Civil Pública para exigir melhorias no serviço oferecido às crianças.
Um relatório com todas as irregularidades encontradas será anexado ao processo judicial.
Apoio técnico na fiscalização
Técnicos do Centro de Apoio Operacional da Saúde (CaoSaúde) também participaram da inspeção, reforçando o acompanhamento técnico das condições de atendimento no hospital.
Corredores vazios, problemas cheios
Apesar de, no momento da vistoria, não haver pacientes nos corredores e parte dos leitos estar desocupada, o MP destacou que os problemas vão além da lotação. A falta de profissionais, estrutura e organização continua impactando diretamente o atendimento infantil em Palmas.







