O Governo do Tocantins intensificou ao longo da semana, ações de combate ao trabalho em condição análoga à escravidão em todo o estado. As atividades são coordenadas pela Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas) e marcam o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, lembrado em 28 de janeiro.
A mobilização tem como principal objetivo informar, orientar e prevenir situações de exploração no trabalho. As ações buscam ampliar o acesso à informação para trabalhadores, empregadores e a sociedade em geral, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade social, onde esse tipo de violação ainda ocorre.
As atividades são organizadas pela Gerência do Trabalho Decente da Setas, em parceria com a Diretoria do Trabalho, a Superintendência do Trabalho e Emprego e outras instituições. A iniciativa reforça o compromisso do poder público com a dignidade humana, os direitos trabalhistas e a justiça social.
A secretária de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social, Cleizenir Divina dos Santos, destacou que o enfrentamento ao trabalho escravo é permanente. “O combate ao trabalho escravo é parte central da política de Trabalho Decente. Nosso compromisso é proteger o trabalhador, prevenir violações de direitos e garantir ambientes de trabalho dignos e seguros em todo o Tocantins”.
Campanhas chegam aos postos do Sine
Durante a semana, campanhas de conscientização estão sendo realizadas nos 11 postos do Sistema Nacional de Emprego (Sine) no Tocantins. As ações incluem orientações diretas, distribuição de materiais informativos, palestras educativas e divulgação dos canais oficiais de denúncia.
Palestras e visitas reforçam conscientização
Nessa quarta-feira, 28, o Sine Palmas promoveu palestras para alunos dos cursos de capacitação, abordando direitos trabalhistas, formas de identificar situações de risco e os canais de denúncia. Paralelamente, captadores de vagas do Sine visitaram empresas para orientar empregadores sobre responsabilidade social e legal.
Trabalho escravo ainda é realidade, alerta Setas
O superintendente estadual do Trabalho, Glayson Alves Soares, alertou que o problema ainda existe. “O trabalho escravo não é coisa do passado, mas uma realidade atual que nega direitos básicos e fere a dignidade humana”, destacou.
Exploração vai além da privação de liberdade
O Governo do Tocantins reforça que o trabalho escravo não ocorre apenas quando há restrição de liberdade. Jornadas excessivas, condições precárias, dívidas impostas, retenção de documentos, ameaças e controle do deslocamento também caracterizam esse tipo de crime.
Prevenção exige atenção constante
Para o diretor da Gerência do Trabalho Decente da Setas, Kleber Wessel, prevenir o trabalho escravo exige cuidado em todas as etapas da relação trabalhista. “É fundamental garantir recrutamento ético, informações claras, pagamento em dia, controle da jornada e ambientes de trabalho dignos e seguros”, explicou.
Denúncia é fundamental para combater o crime
A Setas reforça a importância da denúncia responsável, que pode ser feita pelos canais oficiais, com garantia de sigilo e proteção ao denunciante. A mobilização fortalece a política de Trabalho Decente e reafirma o compromisso do Estado com um desenvolvimento mais justo, seguro e humano.





