A estrutura do setor agrícola de Palmas ganhou um reforço estratégico na manhã dessa terça-feira, 10, com a entrega da Central de Recebimento de Produtos da Agricultura Familiar. Instalada na Feira da 304 Sul, a unidade foi projetada para atuar como o principal entreposto logístico do cinturão verde da capital, oferecendo suporte para o armazenamento, organização e escoamento da produção local.
O novo espaço visa profissionalizar a distribuição dos alimentos, garantindo que o pequeno produtor tenha condições técnicas de conservar a qualidade dos produtos até que cheguem ao consumidor final ou aos programas de compras governamentais.
Além da inauguração da sede física, a solenidade foi marcada pela entrega de maquinário pesado para associações de produtores rurais. O pacote de investimentos incluiu um caminhão-baú para transporte, um trator com grade e quatro microtratores.
Os equipamentos foram viabilizados via Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), com articulação direta da bancada federal. A cerimônia reuniu autoridades municipais, estaduais e federais, além de representantes do setor produtivo.
Concretização de um projeto histórico
O prefeito Eduardo Siqueira Campos relembrou o planejamento inicial do cinturão verde e a importância da central para a autonomia dos agricultores.“No meu primeiro governo eu idealizei o cinturão verde de Palmas. Esta obra era aguardada por todos há 33 anos. Não era para demorar tanto, mas eu me sinto honrado com esta oportunidade de concretizar um sonho que nunca foi só meu. Somando-se a esta obra, os 430 poços artesianos viabilizados pelo senador Irajá Silvestre, o nosso cinturão verde entra definitivamente no mapa produtivo do Tocantins e do Brasil”.
Infraestrutura técnica e suporte operacional
A central foi entregue com mobília e equipamentos necessários para a operação imediata. Segundo o secretário municipal de Agricultura, Jayme Café, a unidade atende a demandas antigas da categoria, oferecendo ambiente climatizado e ferramentas de gestão.
“Esta central oferece exatamente o que os agricultores familiares precisavam e nos traziam como demandas. Além de um escritório, já estão à disposição 19 freezers, balanças, mesas, computadores, acesso à internet e ambiente climatizado, para o armazenamento dos alimentos e para o trabalho das equipes envolvidas na operação. É mais um passo importante para a nossa produção rural possa abastecer o mercado interno e ser vendida para os programas dos governos federal, estadual e municipal”.
Avanço na logística e valorização do trabalho
Para quem vive da terra, a principal mudança reside na redução de perdas durante o transporte e armazenamento. Aurilene Rodrigues Lourenço, presidente da Associação de Agricultores Familiares e Agroindustriais do Tocantins, ressaltou o fim de uma espera que durava mais de uma década.
“Antes a gente chegava com a nossa produção às feiras de Palmas, com boa parte dos alimentos já sem valor comercial. Desde de 2010 que estávamos lutando por esta central. Estamos resolvendo o problema da logística e tendo a condição de, finalmente, podermos viver do nosso trabalho”, comemorou.






