MPT cobra fim de propaganda eleitoral em grupos de WhatsApp da Saúde do Tocantins após denúncias

MPT apura uso de grupos institucionais da Saúde do Tocantins para divulgação de propaganda eleitoral
Foto: Divulgação/Canva

 

O Ministério Público do Trabalho no Tocantins (MPT-TO) expediu uma recomendação formal à Secretaria de Estado da Saúde para que cesse de imediato a veiculação de propaganda eleitoral em seus canais de comunicação oficiais e grupos institucionais de WhatsApp.

A intervenção decorre de denúncias apontando que espaços de mensagens geridos por diretorias e gerências da pasta estavam sendo utilizados para difundir links de apoio a uma candidatura ao governo estadual, às vésperas do segundo turno das eleições.

Elaborado pela procuradora Luciana Correia da Silva, o documento veda expressamente o emprego de instalações, recursos ou redes públicas em favor de campanhas eleitorais.

A medida fixa o prazo de 24 horas para que a gestão da pasta oriente formalmente diretores, gerentes e demais ocupantes de cargos de chefia sobre a proibição do uso do poder hierárquico para induzir, solicitar ou pressionar subordinados a manifestar posições políticas.

Proteção integral às relações de trabalho

A determinação garante que a escolha política do trabalhador ou sua recusa em engajar-se em atos de campanha não resulte em sanções funcionais.

A proteção abrange desde contratações, renovações e demissões de temporários até avaliações de desempenho, concessão de benefícios, distribuição de tarefas e indicações para funções de confiança.

A salvaguarda estende-se a todos os prestadores de serviço da Secretaria, abrangendo servidores efetivos, comissionados, terceirizados, estagiários, aprendizes e voluntários.

Prazos e consequências legais

A Secretaria de Saúde dispõe de 24 horas para fixar comunicados sobre assédio eleitoral e liberdade de voto em locais visíveis de suas unidades, além de enviar avisos individuais e digitais ao pessoal.

Em até três dias, o órgão estadual precisará comprovar ao MPT o cumprimento das orientações. A inobservância dos termos sujeita os responsáveis a ações administrativas e judiciais.

O procedimento tramita na Procuradoria do Trabalho em Palmas sob a Notícia de Fato nº 000655.2026.10.001/2, integrando o conjunto de inquéritos instaurados pela instituição desde 2022 para coibir o assédio eleitoral no estado.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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