Homem visto como figura paterna recebe pena superior a 25 anos por estuprar menina de 12 no TO

Homem visto como figura paterna recebe pena superior a 25 anos por estuprar menina de 12 no TO
Foto: Reprodução/MPTO

 

Um homem foi condenado a 25 anos, 10 meses e 16 dias de prisão por estuprar uma menina de 12 anos em Colinas do Tocantins.

Os abusos ocorreram ao longo de aproximadamente dois meses, em 2025. Na sentença proferida na terça-feira, 20, a Justiça destacou que o condenado se aproveitou da relação de confiança com a criança, que o considerava uma figura paterna.

A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. A decisão foi resultado de uma ação penal movida pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), que obteve a condenação. A prisão preventiva foi mantida, e o réu não poderá recorrer em liberdade.

A condenação foi sustentada por um conjunto de provas, entre elas o depoimento especial da menina, exames periciais, mensagens recuperadas de celulares e registros de contatos frequentes entre o acusado e a vítima.

Um dos laudos apontou lesões compatíveis com a prática reiterada de violência sexual. Depoimentos colhidos durante a investigação e elementos apresentados no processo judicial também contribuíram para esclarecer os fatos.

Na sentença, a magistrada ressaltou que o relato da vítima tem especial relevância em crimes sexuais, frequentemente cometidos sem testemunhas presenciais.

A força desse depoimento, segundo o entendimento exposto na decisão, está associada à coerência das declarações e à existência de outras provas que confirmem as informações apresentadas.

Abuso de confiança pesou na decisão

A relação de proximidade entre o condenado e a criança foi um dos pontos considerados pela Justiça.

A sentença destacou que o homem se valeu da confiança depositada nele e da vulnerabilidade econômica da família para cometer os abusos.

Mãe da menina foi absolvida

A mãe da vítima também respondia a acusações relacionadas ao caso, por suposto favorecimento da exploração sexual de vulnerável e participação no estupro. Ela, porém, foi absolvida.

Após a análise das provas durante a instrução processual, a Promotoria de Justiça pediu a absolvição da mulher.

A magistrada acolheu o posicionamento do Ministério Público e decidiu pela improcedência das acusações contra ela.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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