A dois dias do primeiro turno, a terceira rodada da pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, contratada pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO) e divulgada pela TV Jovem Record, mostra Eduardo Gomes (PL) com 37% das intenções de voto para o Senado.
Na sequência aparecem Alexandre Guimarães (MDB), com 26,1%; Carlos Gaguim (União Brasil), com 24,4%; e Eli Borges (Republicanos), com 21,4%.
O levantamento foi divulgado nesta sexta-feira, 2, após entrevistas realizadas entre 29 de setembro e 1º de outubro. Foram ouvidos 1.504 eleitores em 73 municípios tocantinenses.
A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número TO-02116/2026.
Neste ano, o eleitor tocantinense poderá escolher dois candidatos ao Senado. Os dois nomes mais votados serão eleitos, sem segundo turno para o cargo.
Por isso, os percentuais apresentados na pesquisa não devem ser somados. Cada entrevistado pode indicar até dois candidatos, e a proporção representa o percentual de eleitores que declarou intenção de votar em cada nome.
Eduardo Gomes aparece com 37%, seguido por Alexandre Guimarães, com 26,1%. A diferença entre Alexandre e Gaguim é de 1,7 ponto percentual, enquanto Eli Borges aparece 4,7 pontos atrás de Alexandre.
Considerando a margem de erro geral de 2,6 pontos, essas diferenças precisam ser lidas com cautela e não permitem estabelecer, isoladamente, uma ordem estatisticamente definitiva entre os candidatos que estão próximos.
Depois dos quatro primeiros aparecem Paulo Mourão (PT), com 16,8%; Ronaldo Dimas (Podemos), com 13%; e Vanderlei Luxemburgo (Podemos), com 12,6%.
Professor Osvaldo registra 2,9% e Nilton Santos, 2,4%. Outros 5,3% não souberam ou não responderam, enquanto 6,1% declararam voto branco ou nulo.
Pesquisa espontânea
Quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Eduardo Gomes também aparece na primeira posição, com 16,8%.
Alexandre Guimarães registra 11,6%, Eli Borges 10%, Carlos Gaguim 8,4%, Paulo Mourão 6,8%, Vanderlei Luxemburgo 3,2% e Ronaldo Dimas 3,1%.
O dado que chama atenção nesse cenário é o percentual de eleitores que ainda não indicou um nome: 48,5% não souberam ou não responderam. Isso representa quase metade dos entrevistados na modalidade espontânea.
Comparação com a pesquisa anterior
Na rodada anterior do mesmo levantamento, divulgada em setembro, Eduardo Gomes tinha 36% na pesquisa estimulada; agora aparece com 37%. Alexandre Guimarães passou de 24,5% para 26,1%, enquanto Gaguim foi de 22,7% para 24,4%.
Eli Borges registrou a maior variação entre os quatro: saiu de 14,9% para 21,4%, uma diferença de 6,5 pontos percentuais.
Os números, contudo, devem ser comparados levando em conta as margens de erro das pesquisas e as diferenças entre os períodos de coleta.
A pesquisa anterior havia sido realizada entre 12 e 14 de setembro, enquanto a atual ouviu eleitores de 29 de setembro a 1º de outubro. Portanto, os levantamentos retratam momentos diferentes da campanha.
O que os números mostram
O levantamento coloca Eduardo Gomes no primeiro lugar da pesquisa estimulada, enquanto Alexandre Guimarães, Carlos Gaguim e Eli Borges aparecem em uma faixa mais próxima entre si.
A diferença de 4,7 pontos entre Alexandre e Eli, por exemplo, é maior que a diferença entre Alexandre e Gaguim, mas ainda está dentro de uma faixa em que a margem de erro precisa ser considerada.
Na modalidade espontânea, o nível de indecisão é bem maior: quase metade dos entrevistados não apontou um candidato.
Esse dado é especialmente relevante porque a eleição para o Senado envolve duas escolhas, o que torna a decisão do eleitor diferente da disputa para cargos em que há apenas um voto.
A pesquisa, portanto, registra as intenções de voto no momento em que o levantamento foi realizado. Ela não representa o resultado da eleição, que será definido pelos votos apurados nas urnas neste domingo, 4.





