Alex Conrado Pereira Jorge foi condenado a 29 anos de prisão pelo feminicídio de Zely Santos Ferreira e pela ocultação do cadáver da vítima, cujo corpo foi lançado no Rio Formoso.
O julgamento ocorreu nessa terça-feira, 29, no primeiro Tribunal do Júri realizado no novo Fórum da Comarca de Formoso do Araguaia, no sul do Tocantins.
A sentença foi proferida pela juíza Cibele Maria Bellezia, que determinou o cumprimento imediato da pena em regime fechado.
Também foi fixada indenização de R$ 40 mil à família da vítima por danos morais. Cabe recurso.
Vítima foi morta por asfixia
Segundo o processo, Zely foi morta em 27 de junho de 2025. A acusação apontou que Alex a asfixiou após investidas sexuais frustradas e depois ocultou o corpo ao lançá-lo no Rio Formoso.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade do réu pelo feminicídio, considerando as qualificadoras de asfixia e do uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Os jurados também o condenaram pelo crime de ocultação de cadáver.
Pena chegou a 29 anos
Pelo feminicídio, a pena foi estabelecida em 28 anos de prisão. Pela ocultação do cadáver, foi acrescentado mais um ano.
As penas foram somadas porque, segundo a sentença, houve concurso material, situação em que são considerados dois crimes distintos praticados mediante ações diferentes.
Com a decisão, Alex deverá cumprir a pena em regime fechado. A sentença também determinou a execução imediata da prisão.
Primeiro júri no novo fórum
O julgamento marcou a primeira sessão do Tribunal do Júri realizada nas instalações do novo Fórum da Comarca de Formoso do Araguaia.
A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.





