Suspeito de intermediar contratação de executores de empresária morta em MG é preso no norte do TO

Suspeito de intermediar contratação de executores de empresária morta em MG é preso no norte do TO
Foto: Reprodução/redes sociais

 

Quase um ano após o feminicídio da empresária Ingrid Emanuelle, de 34 anos, um homem apontado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) como intermediário na contratação dos executores foi preso na zona rural de Xambioá, no norte do Tocantins. A prisão ocorreu na terça-feira, 22.

A ação foi realizada pela Polícia Federal, por meio do Grupo de Capturas em Araguaína, em conjunto com a Polícia Penal do Tocantins.

Segundo a PCMG, Luiz Carlos já havia sido indiciado no inquérito que investigou a morte da empresária, concluído em setembro de 2025.

As investigações apontam que ele teria feito a ligação entre o homem apontado como mandante e os dois suspeitos de executar o crime.

Empresária foi morta dentro de casa

O feminicídio aconteceu na noite de 10 de setembro de 2025, dentro da casa de Ingrid, no bairro Parque Olímpico, em Governador Valadares (MG).

Segundo a investigação, os dois executores se passaram por entregadores para entrar no imóvel. Antes da ação, o ex-marido de Ingrid, apontado pela polícia como mandante, teria ligado para ela e dito que havia pedido um açaí.

Pouco depois, os dois homens chegaram usando capacetes e mochilas térmicas. Ingrid permitiu a entrada e, conforme a investigação, chegou a oferecer água aos supostos entregadores.

Na sequência, ela foi atacada, teve as mãos amarradas com fitas de nylon e morreu após sofrer dois cortes profundos no pescoço.

Um familiar encontrou o corpo depois de estranhar que Ingrid não tivesse ido buscar a filha, de três anos, na escola.

Executores receberam R$ 80 mil

As investigações apontaram que os dois homens responsáveis pela execução tinham 30 e 36 anos e eram dos estados do Pará e do Tocantins.

Segundo a polícia, eles chegaram a Governador Valadares em 27 de agosto de 2025 e ficaram hospedados em um hotel enquanto acompanhavam a rotina da empresária.

A dupla teria recebido R$ 80 mil pela execução do crime.

Dois dias após o feminicídio, em 12 de setembro, os suspeitos foram presos em flagrante dentro de um ônibus de turismo em Itumbiara (GO).

Na ocasião, os policiais apreenderam joias que pertenciam à vítima, uma arma de fogo e um pingente da filha de Ingrid.

Os dois permanecem presos em Minas Gerais. Eles já foram pronunciados pela Justiça e responderão por feminicídio, furto qualificado e adulteração de veículo no Tribunal do Júri. A data do julgamento ainda não foi definida.

Ex-marido é apontado como mandante

A investigação da Polícia Civil apontou o ex-marido de Ingrid como mandante do feminicídio.

Segundo a polícia, conflitos relacionados à separação, entre eles questões envolvendo a guarda da filha e a partilha de bens, estavam entre as possíveis motivações investigadas.

A Polícia Federal também investigava o homem por suspeita de liderar uma organização criminosa ligada à emigração ilegal para a Europa e os Estados Unidos.

Conforme a investigação, havia ainda o receio de que Ingrid pudesse expor ou prejudicar atividades criminosas atribuídas a ele.

O inquérito sobre o feminicídio foi concluído pela PCMG em 23 de setembro de 2025 e encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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