Com parte do telhado desabada, estrutura tomada por cupins e fiação exposta, MP cobra reforma de delegacia no TO

Com parte do telhado desabada, estrutura tomada por cupins e fiação exposta, MP cobra reforma de delegacia no TO
Foto: Divulgação/MPTO

 

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) acionou a Justiça para cobrar do Estado medidas urgentes para recuperar a Delegacia de Polícia Civil de Esperantina, no norte do Tocantins.

O imóvel apresenta parte do telhado desabada, estrutura de madeira comprometida por cupins, infiltrações e fiações elétricas expostas.

Uma vistoria realizada em 2025 classificou a edificação como “condenada” diante do quadro de deterioração.

Agora, em setembro de 2026, o MPTO pede que o Estado faça a reforma e adote medidas para garantir condições seguras de funcionamento da unidade.

Entre os problemas apontados está o comprometimento da estrutura de madeira pela infestação de cupins, com risco de colapso estrutural.

A vistoria também encontrou infiltrações que atingem entre 40% e 80% das alvenarias e provocaram o descascamento de cerca de 95% da pintura.

A umidade ainda favoreceu a proliferação de fungos, deixando forte odor de mofo e condições de insalubridade no prédio.

Risco de choque e incêndio

As instalações elétricas também preocupam. Foram encontradas fiações expostas em áreas com extrema umidade, sem proteção contra descargas atmosféricas e sem iluminação de emergência.

Segundo os documentos que embasam a ação, as condições expõem os ocupantes a riscos de choque elétrico e incêndio.

Vistorias realizadas pela 5ª Companhia Independente de Bombeiros Militar de Araguatins também apontaram o comprometimento da unidade.

A corporação registrou sinais de abandono e falta de manutenção e considerou inviável o uso seguro do imóvel para as atividades da Polícia Civil e o atendimento à população.

MPTO pede reforma

Na Ação Civil Pública, o MPTO pede que o Estado seja obrigado a realizar a reforma e a recuperação estrutural da delegacia.

Entre as medidas estão a recuperação do telhado, a substituição do sistema elétrico, a adequação das instalações sanitárias e o cumprimento das normas de segurança contra incêndio e acessibilidade.

O Ministério Público também pede que o Estado apresente as dotações orçamentárias destinadas às intervenções.

Caso a recuperação emergencial não seja concluída no prazo estabelecido, o MPTO solicita a transferência provisória dos servidores e dos serviços da delegacia para outro imóvel.

Prazo de 60 dias

A ação pede que as medidas de urgência sejam cumpridas em até 60 dias. Em caso de descumprimento injustificado, o MPTO requer multa diária de R$ 5 mil.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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