Trabalhadores da limpeza urbana de Porto Nacional relatam dificuldades durante as jornadas de trabalho em meio às altas temperaturas registradas nas últimas semanas.
Os garis afirmam que as atividades de varrição seguem sem alterações nos horários de maior calor.
Segundo os relatos, alguns trabalhadores têm apresentado mal-estar durante ou após o expediente, com queixas de dor de cabeça, tontura, náusea e cansaço intenso.
A principal preocupação está na permanência nas ruas durante os períodos de maior calor e radiação solar, especialmente entre 10h e 16h.
Os trabalhadores também relatam que, em determinados trajetos, não haveria pausas estruturadas nem pontos adequados para hidratação. Essas informações não foram confirmadas de forma independente.
A situação é comparada pelos trabalhadores à medida adotada recentemente em Palmas. Na capital, um decreto determinou a redução temporária da jornada de servidores que atuam em atividades de limpeza urbana expostos ao calor intenso e à radiação solar. A medida começa a valer em 26 de setembro e segue até 31 de outubro.
Em Porto Nacional, os trabalhadores afirmam que a rotina permanece sem alteração e pedem medidas para reduzir a exposição ao calor durante o expediente.
Prefeitura é questionada
A Prefeitura de Porto Nacional foi procurada na tarde desta terça-feira, 22, e questionada sobre três pontos relacionados à rotina dos garis durante o período de altas temperaturas.
Foi perguntado se a gestão municipal tem conhecimento formal das queixas relativas ao impacto do calor na saúde dos trabalhadores; se existe estudo ou planejamento para alterar a jornada da limpeza pública para horários alternativos, evitando o período entre 10h e 16h; e quais medidas de mitigação, como fornecimento de insumos para hidratação e pausas organizadas, estão sendo garantidas atualmente.
Até a publicação desta matéria, a Prefeitura de Porto Nacional não havia respondido aos questionamentos.
O espaço permanece aberto para manifestação da administração municipal.





