Mais de três décadas depois do assassinato de Alimonio Rodrigues da Silva, uma mulher foi condenada a 19 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Palmas.
O julgamento de Orminda Lídia de Morais Leite ocorreu na quinta-feira, 17, após um processo que passou por diferentes etapas, medidas judiciais e recursos ao longo dos anos.
Orminda deixou o plenário presa e deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado.
Segundo a acusação do Ministério Público do Tocantins (MPTO), o homicídio aconteceu durante uma disputa pela posse de terras na zona rural de Palmas, ainda na década de 1990.
Na época da criação da capital, Orminda era proprietária de uma extensa área de terras. O processo envolveu quatro pessoas, mas apenas ela permanece viva.
De acordo com o MPTO, Antonino Gomes Pereira teria sido o responsável pelos disparos contra Alimonio. A acusação aponta ainda que o crime teria sido planejado por Evanira Aparecida Lázaro de Morais, Vlamir Ferreira Gonçalves e Orminda Lídia.
A vítima teria sido atraída para uma pescaria e, durante o trajeto, foi atingida por dois tiros.
Condenação
Durante o julgamento, os jurados reconheceram a responsabilidade de Orminda pelo homicídio e também consideraram a existência de motivo fútil.
Na sentença, a Justiça levou em consideração as consequências da morte para a família da vítima, que deixou esposa e filhos.
A pena foi fixada em 19 anos de prisão, em regime inicialmente fechado. Orminda deixou o Tribunal do Júri presa.





