Homem que matou a ex por asfixia e enterrou corpo em mata no sul do TO é condenado a quase 58 anos de prisão

Homem que matou ex por asfixia e enterrou corpo em mata no sul do TO é condenado a quase 58 anos de prisão
Foto: Divulgação

 

O homem que matou a ex-companheira por asfixia e depois enterrou o corpo em uma área de mata, em Gurupi, foi condenado a 57 anos, 10 meses e 15 dias de prisão. O julgamento ocorreu na sexta-feira, 11, no Tribunal do Júri.

Cleofas Rodrigues Cardoso foi condenado pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. A Justiça determinou que ele permaneça preso e comece a cumprir a pena em regime fechado. Cabe recurso.

O crime aconteceu na madrugada de 9 de novembro de 2025, no Setor Novo Horizonte.

No caso do feminicídio, também foram consideradas circunstâncias que aumentaram a pena: o uso de asfixia, o recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de o crime ter ocorrido enquanto os três filhos dela estavam em casa.

Corpo ficou na casa por cerca de 24 horas

O crime aconteceu na madrugada de 9 de novembro de 2025, no Setor Novo Horizonte, em Gurupi.

Após matar a ex-companheira, Cleofas manteve o corpo dela sobre a cama do casal por cerca de 24 horas.

Na noite seguinte, segundo a acusação, ele embrulhou o corpo em um lençol, levou até uma área de mata próxima da residência e o enterrou.

Réu já cumpria pena por violência contra a vítima

Na época do feminicídio, Cleofas cumpria pena em regime aberto por outro crime de violência doméstica cometido contra a mesma mulher.

A circunstância foi considerada desfavorável pela Justiça na análise da culpabilidade e contribuiu para o aumento da pena-base.

A sentença também levou em conta as consequências do crime, destacando que a vítima era mãe de crianças e adolescentes.

Pena

Pelo feminicídio, com as circunstâncias reconhecidas pelos jurados e demais critérios considerados na sentença, foram aplicados 56 anos, 10 meses e 15 dias de prisão.

Pela ocultação de cadáver, a pena foi de um ano de reclusão e dez dias-multa.

A Justiça determinou a manutenção da prisão preventiva e o início imediato do cumprimento da pena em regime fechado.

A defesa ainda pode recorrer da decisão.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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