Equipes de médicos-veterinários da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) começaram, nessa segunda-feira, 29, uma campanha de coleta de sangue em porcos de 54 fazendas espalhadas pelo Tocantins.
O objetivo do monitoramento, que vai se estender até o mês de novembro, é fazer exames laboratoriais para comprovar que o estado continua totalmente livre da Peste Suína Clássica (PSC) e de outras pragas que atacam os rebanhos.
A triagem faz parte do Plano Integrado de Vigilância de Doenças de Suínos (PIVDS). As amostras de sangue colhidas no campo são avaliadas primeiro pela equipe de epidemiologia da Adapec e depois enviadas para laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Além da peste clássica, os testes vão rastrear se há circulação da Peste Suína Africana (PSA) e da Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS).
Critérios de risco e canais de denúncia
De acordo com a gerência do programa de sanidade suídea, as 54 propriedades rurais que passam pela fiscalização foram escolhidas diretamente pelo Ministério da Agricultura, que usou critérios técnicos de localização e mapeamento de riscos epidemiológicos.
O Tocantins tem o selo internacional de Zona Livre da doença, o que ajuda os produtores locais a venderem a carne de porco para outros estados e países sem barreiras comerciais.
A agência de defesa reforçou que, além das visitas agendadas nessas propriedades específicas, fiscaliza denúncias em qualquer um dos 139 municípios.
Os criadores de porcos foram orientados a ligar imediatamente para o telefone 0800 000 4733 ou procurar o escritório local da Adapec caso percebam animais com sintomas de fraqueza, manchas na pele ou mortes repentinas nos chiqueiros.






