Mecânico acusado de matar homem e bebê de 2 meses em acidente na BR-153 vai a júri popular; Justiça vê dolo eventual

Mecânico acusado de matar homem e bebê de 2 meses em acidente na BR-153 vai a júri popular; Justiça vê dolo eventual
Foto: Divulgação

 

O juiz Carlos Roberto de Sousa Dutra, da 1ª Vara Criminal de Araguaína, decidiu que Lucas Rodrigues Monteiro será julgado pelo Tribunal do Júri.

Ele é acusado pelas mortes de um homem e de um bebê de dois meses, além da tentativa de homicídio contra a mãe da criança, em um acidente na rodovia BR-153.

Na decisão proferida na sexta-feira, 8, o magistrado também manteve a prisão preventiva do réu.

O entendimento é que há indícios de que o condutor agiu com dolo eventual, ou seja, quando se assume o risco de causar o resultado morte.

O acidente

O caso ocorreu na manhã de 14 de dezembro de 2025, no perímetro urbano de Araguaína. De acordo com o processo, Lucas, que trabalha como mecânico, dirigia no mesmo sentido das vítimas quando mudou de faixa e atingiu a traseira da moto.

No veículo estavam Caio Pinheiro Rocha, que morreu no local, e Winglidy Soares Magalhães com o filho recém-nascido. O bebê faleceu durante o socorro médico.

Argumentos e indícios

Em seu interrogatório, o réu negou ter bebido no dia do acidente, afirmando ter consumido álcool apenas na noite anterior, e alegou que “a moto foi para cima do carro”.

Contudo, o juiz destacou que depoimentos e provas da investigação apontam para outra direção. A decisão menciona que Lucas poderia estar sob efeito de álcool e que dirigia sob chuva com os pneus do carro gastos.

Para o magistrado, esses elementos justificam o julgamento pelo júri popular, que é o responsável por dar o veredito final em crimes contra a vida.

Acusações e próximos passos

Lucas Monteiro foi pronunciado por:

  • Duplo homicídio qualificado;

  • Tentativa de homicídio;

  • Embriaguez ao volante;

  • Tentativa de fuga do local.

As qualificadoras incluem perigo comum e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

A defesa ainda pode recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça. Se a pronúncia for mantida, será marcada a data do julgamento.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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