A Polícia Civil do Tocantins concluiu o inquérito sobre uma série de abusos sexuais praticados contra uma criança em Palmeirópolis.
Seis pessoas foram indiciadas pelo crime de estupro de vulnerável, incluindo cinco homens e a própria mãe da vítima. O crime, ocorrido em 2025, vitimou uma criança que tinha apenas 11 anos na época.
O caso foi descoberto após denúncias do Conselho Tutelar e de profissionais de saúde do município.
Durante atendimentos médicos, a equipe de saúde notou sangramentos nas partes íntimas da criança. Os relatos indicaram que a menina sofria abusos constantes e que a mãe sabia de tudo, mas não agia para protegê-la.
Conivência da mãe
Um dos pontos mais graves apontados pelo delegado Joadelson Rodrigues Albuquerque é que os abusadores alegaram que a mãe da vítima permitia os atos. Além dos adultos, dois adolescentes também se envolveram nos abusos.
“Chama a atenção nesse caso, o fato de que tanto os adultos quanto dois adolescentes que também praticaram atos libidinosos com a vítima, afirmarem que tudo foi consentido pela mãe da criança”, afirmou o delegado.
A mãe chegou a ficar presa por dois meses durante a investigação. Atualmente em liberdade, ela está proibida de ter contato com a filha, que foi levada para um lar substituto.
Consentimento é inexistente por lei
Alguns investigados tentaram se defender alegando que a relação foi “consentida”. No entanto, a autoridade policial esclareceu que, por lei, não existe consentimento em casos envolvendo menores de 14 anos. O estupro de vulnerável tem pena que pode chegar a 18 anos de prisão.
A mãe foi indiciada porque, como responsável legal, tinha o dever de cuidado e proteção, mas foi negligente ao permitir as agressões.
Operação Caminhos Seguros
O desfecho do inquérito faz parte da Operação Caminhos Seguros, uma mobilização nacional realizada neste mês de maio para combater a exploração e o abuso sexual de menores.
O trabalho da Polícia Civil contou com laudos periciais e depoimento especial da vítima, acompanhada por psicólogos.






