Mãe da vítima e cinco homens responderão por série de estupros contra criança de 11 anos no interior do TO

Mãe da vítima e cinco homens responderão por série de estupros contra criança de 11 anos no interior do TO
Foto: DICOM SSP TO

 

A Polícia Civil do Tocantins concluiu o inquérito sobre uma série de abusos sexuais praticados contra uma criança em Palmeirópolis.

Seis pessoas foram indiciadas pelo crime de estupro de vulnerável, incluindo cinco homens e a própria mãe da vítima. O crime, ocorrido em 2025, vitimou uma criança que tinha apenas 11 anos na época.

O caso foi descoberto após denúncias do Conselho Tutelar e de profissionais de saúde do município.

Durante atendimentos médicos, a equipe de saúde notou sangramentos nas partes íntimas da criança. Os relatos indicaram que a menina sofria abusos constantes e que a mãe sabia de tudo, mas não agia para protegê-la.

Conivência da mãe

Um dos pontos mais graves apontados pelo delegado Joadelson Rodrigues Albuquerque é que os abusadores alegaram que a mãe da vítima permitia os atos. Além dos adultos, dois adolescentes também se envolveram nos abusos.

“Chama a atenção nesse caso, o fato de que tanto os adultos quanto dois adolescentes que também praticaram atos libidinosos com a vítima, afirmarem que tudo foi consentido pela mãe da criança”, afirmou o delegado.

A mãe chegou a ficar presa por dois meses durante a investigação. Atualmente em liberdade, ela está proibida de ter contato com a filha, que foi levada para um lar substituto.

Consentimento é inexistente por lei

Alguns investigados tentaram se defender alegando que a relação foi “consentida”. No entanto, a autoridade policial esclareceu que, por lei, não existe consentimento em casos envolvendo menores de 14 anos. O estupro de vulnerável tem pena que pode chegar a 18 anos de prisão.

A mãe foi indiciada porque, como responsável legal, tinha o dever de cuidado e proteção, mas foi negligente ao permitir as agressões.

Operação Caminhos Seguros

O desfecho do inquérito faz parte da Operação Caminhos Seguros, uma mobilização nacional realizada neste mês de maio para combater a exploração e o abuso sexual de menores.

O trabalho da Polícia Civil contou com laudos periciais e depoimento especial da vítima, acompanhada por psicólogos.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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