Motorista que atropelou e matou jovem em Araguaína volta à prisão após Justiça revisar benefício de domiciliar

Motorista que atropelou e matou jovem em Araguaína volta à prisão após Justiça revisar benefício de domiciliar
Foto: Divulgação/montagem-JusTocantins

 

A Justiça do Tocantins atendeu pedido do Ministério Público e restabeleceu a prisão preventiva de Vitor Gomes Alves de Paula, acusado de atropelar e matar a motociclista Maria Alice Guimarães da Silva. O réu foi preso nessa quinta-feira, 22, e levado à Unidade Penal de Araguaína, onde permanecerá aguardando julgamento pelo Tribunal do Júri.

Vitor foi inicialmente preso em flagrante no dia do acidente, em 22 de março de 2025, e teve prisão preventiva decretada na audiência de custódia. Posteriormente, em 22 de setembro, a Justiça autorizou que ele cumprisse prisão domiciliar, atendendo pedido da defesa, que alegou depressão e fragilidade do réu, além da falta de atendimento médico adequado na unidade prisional.

Diante dessa situação, o MPTO, por meio do promotor Guilherme Cintra Deleuse, solicitou em 8 de janeiro a substituição da prisão domiciliar pela preventiva. O pedido foi apoiado em perícia da Junta Médica Oficial do Tribunal de Justiça, que concluiu que o réu não apresenta doença grave que justifique a prisão domiciliar e que pode continuar seu tratamento mesmo no ambiente prisional.

O acidente

O caso aconteceu na BR-153, em Araguaína, por volta das 6h46 de 22 de março de 2025. Vitor conduzia uma BMW e colidiu contra a motocicleta Honda Biz de Maria Alice, durante uma manobra de ultrapassagem em alta velocidade.

Segundo o MP, o motorista estava sob efeito de álcool, dirigia acima do limite permitido e não possuía habilitação. A vítima trafegava dentro da velocidade regulamentar e não teve chance de evitar o impacto.

Denúncia e processo

Em 1º de abril de 2025, o MP ofereceu denúncia por homicídio duplamente qualificado e embriaguez ao volante. O promotor Daniel José de Oliveira Almeida destacou o dolo eventual, quando o autor assume o risco de causar a morte, mesmo ciente do perigo.

O réu foi pronunciado em 30 de junho de 2025, sendo marcado para julgamento pelo Tribunal do Júri. A decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Tocantins após recurso da defesa.

Próximos passos

Atualmente, o processo aguarda julgamento de novo recurso apresentado pela defesa junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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